BABEL

De qual Babilônia, Pedro escreveu sua carta?

  A Primeira Carta de Pedro é considerada uma carta católica ou geral. Diferentemente das cartas paulinas, foi endereçada a um grupo maior de cristãos, espalhados por diversas regiões da Ásia Menor. More »

JESUS

Em Mateus 16.28, Jesus prometeu que voltaria durante o tempo de vida dos seus discípulos?

  Depois de referir-se à sua volta, com grande poder e glória, a fim de julgar o mundo em justiça (Mt 16.27), o Senhor Jesus disse: “Em verdade vos digo que alguns More »

davi-e-golias

Quem matou Golias: Davi ou Elanã?!

1 Samuel 17.50 declara que Davi cortou a cabeça de Golias com a própria espada do gigante, depois de tê-lo derrubado com uma pedra disparada por sua funda. Por causa dessa espantosa More »

cham

Por que a maldição caiu sobre Canaã no lugar de Cam?

  Todos os amantes das Escrituras já se depararam com uma pergunta inquietadora: Por que Canaã foi amaldiçoado no lugar de Cam? Visto que as maldições e bênçãos sobre os três filhos têm em More »

Absalão

2 Samuel 14.27 diz que Absalão tinha três filhos; 2 Samuel 18.18 diz que não teve filhos. Contradição na Bíblia?

  2 Samuel 14.27 diz: “Também nasceram a Absalão três filhos e uma filha cujo nome era Tamar”. Mas 2 Samuel 18.18 declara: “Ora, Absalão, quando ainda vivia, levantara para si uma More »

Aspecto Cristão TV: A Mosca no Perfume

SHALOM!

 

Quero agradecer ao ETERNO e ao meu amigo Pr Carlos Roberto Silva, pela honra de ministrar a Palavra de Deus no Programa Aspecto Cristão TV. 

 Possa o ETERNO abençoá-lo e ampliar este excelente programa! 

 Peço aos amigos que assistiram, que divulguem em suas mídias sociais. 

 

Att, Rev. Marcello de Oliveira

 

Julio Severo lança e-book !

julio-severo

SHALOM!


Amados irmãos, o ativista pró-família Julio Severo, lança seu novo livro:


Teologia da Libertação versus Teologia da Prosperidade 

 

Quero recomendar a todos a leitura deste opúsculo. 


Você poderá baixar gratuitamente o livro, no link abaixo:


http://juliosevero.blogspot.com.br/2013/05/teologia-da-libertacao-e.html

 

Att, Marcello de Oliveira 

Hoje, estarei na REDE GOSPEL de TV !

REDE

SHALOM


Amados, permitindo o ETERNO, estarei hoje à noite, na REDE GOSPEL de TV, no programa EM FOCO, do meu amigo, Pr Walter Brunelli.  O escritor e pastor Magno Paganelli é o apresentador deste programa. 


Abordaremos a seguinte temática;


CULTURA JUDAICA, ANTIGO TESTAMENTO E HEBRAICO


O programa inicia-se a partir das 22h40  até às 23h15. 


Será transmitido pelos canais;


28 da NET

53 UHF 


IMPERDÍVEL!   ASSISTA E DIVULGUE NAS MÍDIAS SOCIAIS 

 

Att, Pr Marcello de Oliveira 

Roger Olson, lançará livro inédito na FLIC!

Teologia Arminiana

SHALOM!

 

Prezados irmãos e amigos [as], o Pastor e Teólogo Roger Olson, lançará um livro inédito no Brasil, por ocasião da FLIC. 

Essa obra, pôde chegar ao Brasil, pelo excelente trabalho de tradução do meu amigo, Pr Wellington Mariano, que com esforço, dedicação e capacidade, traduziu esta obra para a Editora Reflexão. 

Solicito a fineza dos amigos divulgarem este lançamento em suas mídias sociais. 

 

Mais informações, clique neste link: 

 

https://ssl5921.websiteseguro.com/editorareflexao1/Site.aspx/Produto/356-TEOLOGIA-ARMINIANA-MITOS-E-REALIDADES?store=1


Sobre Roger Olson: 

 

Casado e pai de dois filhos. Bacharel em Estudos Bíblicos e Teológicos pelo Open Bible College, Mestre em Estudos Religiosos pelo Seminário Batista Norte-Americano, Mestre em Estudos Religiosos pela Rice University, PhD em Estudos Religiosos pela Rice University e tendo feito pesquisas e estudos na Universidade de Munique.

Professor assistente do Departamento de Estudos Religiosos na Universidade de Rice (1978-81), Instrutor e Professor Assistente do Departamento de Teologia da Oral Roberts University (1982-84), Professor Associado e Professor de Teologia do Departamento de Estudos Teológicos e Bíblicos do Bethel College (1984-89), Instrutor Adjunto da Bethel Theological Seminary (1987, 1992 e de 1994-97), Professor de Teologia do George W. Truett Theological Seminary, Baylor University de 1999 até o presente.

Editor Consultor da revista Christianity Today de 1993-2006, Editor contribuidor da revista Christianity Today de 2006 até o presente, Editor da Christian Scholar’s Review (1994, 1999).

Escreveu vários livros, sendo que em 1999 ele recebeu o prêmio “Medalha de Ouro” da Associação dos Editores Evangélicos dos EUA, em 1993 ele recebeu o prêmio da Christianity Today pelo melhor livro de teologia e estudos bíblicos. No Brasil tem três livros publicados, a saber, História da Teologia Cristã, Iniciação à Teologia e Histórias das Controvérsias na Teologia Cristã. 

Lições da vida de Rode

RODE

 

INTRODUÇÃO

Rode significa “rosa”, em grego (rhode). Era doméstica na casa de Maria, mãe de João Marcos (vv. 12-13). Na igreja primitiva havia gente de posses, e com escravos gregos. Marcos era primo de Barnabé, outro irmão de posses, na igreja (Cl 4.10). Maria e Barnabé eram parentes. Barnabé era judeu cipriota (At 4.36), nascido, então, em Chipre. A família veio de fora, para Jerusalém. E Rode veio com ela. Assim a encontramos com os primeiros cristãos, ex-judeus. Ela, gentia, estava com eles. Havia uma grande mobilidade das pessoas, na época, o que facilitou a expansão do evangelho. Pensemos em um pouco em Rode, uma cristã comum, mas como todo cristão deve ser, uma pessoa marcante.

 

1. DE FORA, MAS ENTROU

Rode era gentia. Mas estava com a igreja. Não se diz explicitamente que era convertida, mas estava com os convertidos. Escravo não descansava, trabalhava enquanto os donos estavam acordados. Não se diz que ela estava orando, mas ela conhecia Pedro, e sabia o motivo das orações. É justo supor que fosse cristã. Alegrou-se em ver Pedro (v. 14). A palavra grega significa “comovida”.  Era de fora, gentia, mas abraçou a fé cristã. Bom ensino: a graça de Deus é para todos e quem a conhece deve abraçá-la. E deve se comover com as bênçãos de Deus. Deus não faz acepção de pessoas e escravos e crianças (gente sem valor) podem desfrutar da graça e serem instrumentos de Deus.

 

2. NÃO SE ABATEU COM A DESCRENÇA

Crentes curiosos: pedem algo a Deus, que responde, e eles não crêem (vv. 5, 15-16). Muitos de nós agimos assim! Rode não se deixou levar por questões racionalistas ou teológicas, muito menos com o descrédito para com ela (v. 15). Havia uma crença judaica de que cada pessoa tinha um anjo da guarda, parecido com a pessoa. Rode não quer saber de crença popular, mas viu que Deus responde a oração. Outro ensino: creia nas respostas de Deus. Não diga “Que coincidência!”, nem ore descrendo. Resposta de oração não depende de conhecimento, mas de Deus, que age como quer. Devemos crer no que Deus faz, sem desanimar diante das pessoas.

 

3. SAIU DE CENA

Não se lê mais nada de Rode. Simplesmente foi um acessório, dentro do contexto geral da revelação. Não se tornou grande vulto pelo que aconteceu. Muitos crentes querem ser “figurões” porque algo lhes aconteceu ou porque foram usados. Rode cumpriu seu papel. Entrou e saiu dele. Ela não era o tema central. O fundamental no texto é que Deus responde orações e age pelo seu povo. As pessoas são secundárias. Outro ensino: nada de culto à personalidade. Deus não nos deve nada. Alguém pode ser instrumento de Deus, mas a glória é dele, e não do instrumento.

 

CONCLUSÃO

Rode deveria ser uma adolescente, pois os criados eram alforriados quando passavam de um tempo determinado de serviço. Deus usa pessoas de todas as idades. Não importa a sua idade, você pode ser um instrumento para dar boas notícias a alguém. Deus usa pessoas de todas as camadas sociais. O rico Barnabé, a rica Maria e a escrava Rode. E outra mensagem: a igreja é para todos, quer ricos quer pobres. Deus não faz acepção de pessoas.

 Isaltino Gomes 

De qual Babilônia, Pedro escreveu sua carta?

BABEL

 

A Primeira Carta de Pedro é considerada uma carta católica ou geral. Diferentemente das cartas paulinas, foi endereçada a um grupo maior de cristãos, espalhados por diversas regiões da Ásia Menor.

A Primeira Carta de Pedro é considerada a mais pastoral do NT. A nota dominante é o permanente alento que Pedro dá a seus leitores para que se mantenham firmes em sua conduta mesmo em face da perseguição.

O ilustre escritor Myer Pearlman diz que a carta foi escrita para animar os fiéis a estarem firmes durante o sofrimento e levá-los à santidade. De fato, trata-se de uma das mais comoventes peças da literatura do período da perseguição. Pedro diz que escreveu esta epístola em parceria com Silvano (5.12), um dos homens notáveis da igreja primitiva (Atos 15.22). Esse Silvano foi o mesmo Silas que acompanhou Paulo na segunda viagem missionária. Ele era cidadão romano e também profeta (Atos 15.32). Bem poderia ser que Pedro fosse o autor da carta e Silvano o seu amanuense. O erudito William Barclay sugere que Silvano foi o agente ou instrumento de Pedro para escrever esta carta.

Somos informados de que Pedro escreveu esta carta da Babilônia (5.13). A grande questão é saber a qual Babilônia se refere Pedro. Havia naquela época três cidades com esse nome.

A primeira era uma pequena cidade que ficava no norte do Egito, onde se localizava um posto avançado do exército romano. Ali havia uma comunidade de judeus e alguns cristãos, mas é pouco provável que Pedro estivesse nessa região quando escreveu esta epístola.

A segunda Babilônia ficava no Oriente, junto ao rio Eufrates, na Mesopotâmia. Também nessa cidade havia grande comunidade de judeus e certamente nessa época, os cristãos já povoavam a cidade. Calvino é de opinião que Pedro escreveu esta carta do Oriente, uma vez que Paulo não faz referência a Pedro em sua epístola aos Romanos nem cita Pedro na cinco cartas que escreveu de Roma.

A terceira Babilônia era Roma. Pedro teria usado o mesmo recurso que o apóstolo João empregou no livro do Apocalipse (Ap 17.4-6,9,18; 18.10), referindo-se a Roma por meio de um código, em linguagem metafórica. A maioria dos estudiosos, dentre eles os pais da Igreja Eusébio e Jerônimo, entende que Pedro escreveu sua carta de Roma e, por se tratar de um tempo de perseguição, preferiu referir-se à capital do império por meio de códigos. O erudito Robert Gundry afirma que os primeiros pais da Igreja entenderam que “Babilônia” era uma referência a Roma. A tradição desconhece a existência de qualquer igreja em Babilônia da Mesopotâmia e nada sabe de alguma visita ali feita por Pedro; todavia, a tradição indica que Pedro morreu em Roma.

Conclusão: É quase impossível fechar a questão nesse ponto. Melhor é deixar aberta a questão do local onde estava Pedro ao escrever sua epístola.

 

A REFORMA PROTESTANTE – Programa Fé e Cidadania

Participação no PGM Programa Fé e Cidadania, com o tema: A reforma protestante!

Em Mateus 16.28, Jesus prometeu que voltaria durante o tempo de vida dos seus discípulos?

JESUS

 

Depois de referir-se à sua volta, com grande poder e glória, a fim de julgar o mundo em justiça (Mt 16.27), o Senhor Jesus disse:

“Em verdade vos digo que alguns há dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir o Filho do homem no seu reino” (Mt 16.28)

Com essas palavras, aparentemente o Senhor se referia a alguma fase preliminar de sua volta, em vez do período final, o clímax do seu retorno, que será sua vinda com os gloriosos anjos do Senhor. Essa manifestação preliminar aconteceria antes da morte de alguns daqueles que ali estavam ouvindo sua voz. Há três prováveis cumprimentos do texto em tela:

O primeiro cumprimento possível teria sido a gloriosa transfiguração no cume do monte, descrita em Mateus 17.1-8, quando Moisés e Elias apareceram a Jesus e com ele falaram sobre sua morte e ressurreição (cf. Lc 9.31). Em certo sentido, Jesus apareceu a Pedro, Tiago e João em sua glória celestial, como Fundador do reino de Deus. Mas à vista da principal ênfase estar na sua partida (êxodo) em vez de seu retorno, esse acontecimento dificilmente poderia ser o cumprimento que o Senhor tinha em mente.

O segundo cumprimento possível teria ocorrido por ocasião da poderosa descida do Espírito Santo, sobre a Igreja, por ocasião do Pentecoste (At 2.2-4). Jesus havia prometido a seus discípulos, durante seu discurso no cenáculo, que não os deixaria órfãos (cf. Jo 14.18). O Senhor disse isto logo após lhes haver falado da iminente concessão do Espírito Santo. É evidente, então, que Jesus desejava dizer que haveria de voltar para eles como a terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo. No versículo 23 ele acrescentou esta confirmação adicional:

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (grifo nosso). Visto que foi por ocasião do Pentecoste que o Espírito Santo veio com poder sobrenatural, sobre os quase 120 discípulos que estavam orando juntos, e manifestou-lhes o dom de línguas como que de fogo sobre suas cabeças e a capacidade de proclamar o Evangelho, é evidente que Cristo voltou para seus seguidores no Pentecoste mediante o Espírito Santo. Assim é que o Senhor não deixou seus discípulos órfãos, mas verdadeiramente voltou para eles.

Uma terceira possibilidade de cumprimento pode ser o acontecimento de 70 d.C., quando o templo em Jerusalém, que deixaria de ser necessário, foi destruído pelos romanos, sob o comando do general Tito. A própria cidade, que deixaria de ser santa, e rejeitara a Cristo em  30 d.C., clamando pela morte dele na cruz – foi totalmente demolida. No sentido de que a profecia de Jesus sobre a destruição de Jerusalém foi cumprida (Mt 24.2; Mc 13.2; Lc 19.43,44), poder-se-ia dizer que Ele voltou para aplicar o julgamento sobre a cidade que havia presenciado seu assassinato judicial. Mas neste caso dificilmente se poderia afirmar que o esplendor da glória de Cristo foi revelado, ou o poder iminente de seus santos anjos; sua glória e poder manifestaram-se indiretamente quando o Espírito Santo foi derramado, no Pentecoste. Portanto, destruição de Jerusalém é menos provável como cumprimento, do que o dia da descida do Espírito Santo. 

A Bíblia considera o aborto como assassinato?

VIDA

 

O aborto cirúrgico dificilmente era possível antes do desenvolvimento das técnicas modernas da Medicina. Nos tempos antigos os fetos só eram mortos no útero quando suas mães faleciam. Exemplo disso é Amós 1.13:

“Assim diz o SENHOR: Por três transgressões dos filhos de Amom, e por quatro, não retirarei o castigo, porque fenderam o ventre às grávidas de Gileade, para dilatarem os seus termos”. 

O que as Escrituras nos ensinam sobre esta temática tão complicada? Em qualquer etapa do feto, Deus o considera um ser humano, de tal maneira que lhe tirar a vida pode ou não ser considerado assassinato?

O Salmo 139.13 indica de modo definitivo que a consideração especial de Deus pelo feto começa a partir do instante da concepção. Assim diz o salmista:

“Tu criaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe”. 

O verso 16 prossegue: Os teus olhos viram o meu embrião; todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir. 

É reconfortante saber que, embora muitos embriões ou fetos sejam abortados deliberadamente, todos os anos, por todo o mundo, Deus tem cuidado do ser ainda informe, tanto quanto vela pelos que já nasceram. O Eterno conhece por ter Ele próprio determinado os códigos genéticos de cada um, e traçou um plano definido para cada vida conforme o verso 16.

Em Jeremias 1.5, diz o Eterno ao profeta, no limiar de sua carreira:

Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.

É certo que essa passagem implica que Deus conhecia esse menino antes dele ter sido concebido no ventre da sua mãe. O Eterno conhece todos os seres humanos, muito antes de sua concepção.  Outra lição que tiramos deste texto é que o próprio Deus é quem forma o embrião e governa e controla todos os processos “naturais” que redundam no milagre da vida humana.  Em último lugar, Deus tem um plano definido para nós, um propósito para nossa vida, de modo que cada pessoa realmente é importante para Deus.

Portanto, todo aquele que tirar a vida de qualquer ser humano, em qualquer estágio de sua vida, deverá prestar contas a Deus (cf. Gn 9.6).  Quando é que um embrião começa a ser uma criatura feita à imagem de Deus? A partir do momento da concepção, no útero, dizem as Escrituras. Portanto, Deus vai requerer o sangue de um feto das mãos do seu assassino, seja o que pratica o aborto seja um profissional, ou um inexperiente, sem preparo profissional.

Concluo com a célebre frase de Henry Miller:

“Não conheço crime maior que este: matar aquele que luta para nascer”.



 

 

Quem matou Golias: Davi ou Elanã?!

davi-e-golias

1 Samuel 17.50 declara que Davi cortou a cabeça de Golias com a própria espada do gigante, depois de tê-lo derrubado com uma pedra disparada por sua funda. Por causa dessa espantosa vitória sobre o filisteu, Davi tornou-se o grande herói das tropas israelitas, embora fosse apenas um adolescente. 

Mas em 2 Samuel 21.19 no Texto massorético declara que: 

 

"Elanã, filho de Jaaré-Oregim, o belemita, feriu Golias, o geteu, cuja lança tinha a haste como eixo do tecelão".  

 

Esse versículo certamente contradiz 1 Samuel 17. 

E agora prezado leitor [a], como resolver esta "contradição" bíblica? 

Quem de fato matou Golias? Davi ou Elanã?


Graças ao ETERNO, e a inspiração divina das Escrituras, temos uma passagem paralela em 1 Crônicas 20.5, que também registra este episódio da seguinte maneira:

"… Elanã, filho de Jair, feriu a Lami, irmão de Golias, o geteu, cuja lança tinha a haste como eixo de tecelão".  Parece, sem sombra de dúvidas, que essa é a redação correta, não só no que diz respeito ao texto de Crônicas, mas também ao de 2 Samuel 21.19

O manuscrito anterior, do qual o escriba estaria copiando, deveria estar um tanto apagado, ou quase inelegível, nesse versículo em particular, o que levou a cometer dois ou três erros.  Vejamos o que pode ter acontecido: 


1. O objeto direto, que em Crônicas vem logo antes de "Lahmi", era אֶת; o copista tomou-o erroneamente como sendo בֵּֽית (beith) e, desse modo, removeu Beit Ha- Lahmi ("o belemita") do texto.

 

2. O escriba leu mal a palavra que significa "irmão"  אֲחִי֙ (Achi), como sendo objeto direto אֶת (Ét) imediatamente antes de Golias. Assim, o copista fez "Golias" ser o objeto direto de "matou" (wayyak), em vez de "irmão" de Golias (como corretamente faz a passagem de Crônicas). 

 

3. O copista colocou em lugar errado a palavra equivalente a tecelão  אֹרְגִֽים׃ ('oregym), a qual ficou logo depois de "Elanã" como seu patronímico (ben Yaarey oregim – "o filho das florestas ou tecelões" – eis um nome muito improvável para o pai de alguém!). 

 

Em Crônicas a palavra hebraica oregim ("tecelões) vem logo depois de  מְנ֖וֹר ("menor" – um eixo de), o que perfeitamente faz sentido. Em outras palavras, a passagem de 2 Samuel 21 traz uma corrupção textual. O texto correto felizmente foi preservado em 1 Crônicas 20.5

 

Texto extraído do erudito Gleason Archer e adaptado por Marcelo de Oliveira