Category Archives: Pérolas

Pr Walter Brunelli lançará Teologia Sistemática Pentecostal

WALTERSHALOM!

É com grande alegria que comunico os nobres leitores deste blog, que meu amigo Pr. Walter Brunelli,  lançará uma Teologia para Pentecostais, (Uma Teologia Sistemática e Expandida).  Uma obra que vem em ótima hora e com grande expectativa. Pr Walter  quebrou um paradigma: ao escrever esta obra, se tornou o primeiro escritor brasileiro a escrever uma Teologia Sistemática para os pentecostais.

Esta obra que por graça do ETERNO tive o privilégio de prestar uma consultoria na língua hebraica (fiquei muito honrado), combinou três palavras que julgo ser muito importante numa obra desta envergadura: profundidade, simplicidade e autoridade. Pr Walter, conseguiu reunir erudição bíblica (exegese e ortodoxia bíblica), simplicidade sem ser simplista (todos poderão se enriquecer)  e autoridade (sua vida autentica suas palavras).

Um livro, e este mais do que um livro, um compêndio de teologia, não pode ser apenas uma peça de erudição bíblica. Deve ser uma extensão da vida do autor.  Eu dou testemunho de sua vida ilibada, seu caráter provado, seu coração pastoral, seu exemplo de pai, marido e homem de Deus.

Minha oração é que haja uma abudante colheita, como fruto desta bendita semeadura.

Parabéns Pr Walter Brunelli!  Parabéns leitores! 

O LANÇAMENTO SERÁ NO DIA 02/04/2016 NO PROGRAMA VITÓRIA EM CRISTO, NA REDE TV ÀS 9H E NA TV BANDEIRANTES ÀS 12H 

À Deus toda glória,

Pr Marcelo de Oliveira

Pregação: Os riscos de se vestir com lençol

Amados, assistam a mensagem que preguei na AD OSASCO – PR JOSÉ AMARO. Seja abençoado e edificado pela mensagem. A mensagem começa a partir de 1h05 do culto.

Pérolas da carta de Paulo à Filemon

LIVREA carta de Paulo a Filemon é a mais breve entre as cartas que formam a coletânea paulina e consiste apenas em 335 palavras no grego original. É pequeno no tamanho e profundo em seu conteúdo. O ilustre comentarista bíblico Albert Barnes a chama de uma brilhante e bela gema no tesouro dos livros inspirados.

Ao olharmos para esta carta vemos algumas pérolas que, se não olhadas com profundidade, fogem dos nossos olhos. Senão vejamos:

 

1) Vemos o poder do Evangelho em ação. O evangelho de Cristo é o poder de Deus para salvação de todo o que crê. Ele transforma o rico e o pobre; o escravo e o livre; o patrão e o empregado. Onde o evangelho chega todas as barreiras, preconceitos são rompidos. Ele é capaz de alcançar todos, não fazendo nenhuma distinção de classes sociais.

 

O mundo ergue muralhas entre as pessoas, mas Jesus destrói esses muros. Ele abraçou aqueles que eram escorraçados. Ele acolheu os que eram repudiados. Ele estendeu sua graça aos leprosos, às prostitutas, aos samaritanos e trouxe esperança para os gentios.

 

2) Vemos a igualdade que o Evangelho traz. Na família de Deus o senhor de escravos não é melhor que os escravos. No reino de Deus são todos iguais. Eles são membros da mesma família, são irmãos. Filemon deveria receber Onésimo não mais como um escravo, mas como um irmão amado.

 

Paulo agiu como advogado de Onésimo. Ele confiou que Onésimo voltaria ao seu senhor e se submeteria a ele, sujeitando-se às conseqüências de seus atos. Paulo confiava em Onésimo como um verdadeiro irmão na fé.  O evangelho de Cristo não apenas torna as pessoas iguais, mas também as aproxima! Num tribunal secular Filemon seria colocado de um lado e Onésimo do outro. Porém, o evangelho transforma os corações, as circunstâncias e aproxima aqueles que as leis humanas poderiam separar.

 

3) Vemos a graça que há no Evangelho. O evangelho de Cristo é gracioso. Não há casos irrecuperáveis para Deus. Não há poço tão profundo que o Evangelho não seja mais profundo. A graça é maior que nosso pecado. Onésimo roubou, fugiu, escondeu-se, foi capturado e encarcerado, mas quando pensou que havia chegado o fim da linha, Deus lhe abriu a porta da esperança. Deus ainda continua transformando escravos em livres. Deus ainda continua encontrando os fugitivos para lhes trazer de volta ao lar.

Lutero disse acertadamente que todos nós somos “Onésimos”. Todos nós éramos escravos do pecado. Todos nós estávamos perdidos e fomos achados. Estávamos condenados e fomos libertados. Estávamos mortos e recebemos vida. Nossa salvação não é resultado do nosso mérito, mas pura expressão da graça de Deus. Nada somos, nada temos, nada merecemos. Porém, Deus nos alcançou, nos libertou e nos adotou como seus filhos amados, membros de sua família bendita.

 

Nele, que nos amou com  amor eterno

Pr Marcelo de Oliveira

 

Bibliografia: BARCLAY, William. I y II Timoteo, Tito y Filemon

LOPES, Hernandes Dias. Tito e Filemon. Editora Hagnos

WIERSBE, Warren. Comentário Expositivo. Geográfica Editora

O que soldados israelenses têm em comum com a mulher de Provérbios 31 ?

SOLDADOSHALOM!

O hebraico é considerada pelos judeus como “lashon kodesh” – a língua santa. No Hebraico Moderno, um soldado é um Hayal e uma soldada é uma Hayelet. Já que o Hebraico é uma língua de raízes, ou seja, consonantal, podemos ver claramente como essa palavra se conecta com outras.

Por exemplo, Hiul se transforma em “mobilização” ou Hail é uma “divisão militar”, como Hail Avir – força aérea (literalmente, o exército do ar), Hail HaYam – marinha (literalmente, o exército do mar), Hail raglim – infantaria (literalmente, o exército a pé)

Em Hebraico Bíblico, a mesma raiz HAIL é associada com uma variedade de palavras como dor, contrações do parto, fortificação, baluarte, muro de defesa externo, honestidade e até mesmo riqueza.

A passagem bíblica mais famosa com esta palavra se encontra em Provérbios 31. Ali, o conceito de sabedoria é personificado em uma mulher exemplar – ESHET HAIL – a mulher virtude, a mulher exército, a mulher fortaleza, a mulher riqueza.

Dr. Eli Lizorkin-Eyzenberg

Adaptado por: Pr Marcelo de Oliveira

Imperdível: Entendendo o conflito no Oriente Médio

SHALOM!

Amados, assistam este vídeo abaixo, feito por uma das mentes mais eruditas da atualidade: Denis Prager.

Aqui:

 

Onesíforo, um bálsamo na vida de Paulo

apostolo PauloPaulo havia exortado Timóteo a guardar o evangelho, pois diante da perseguição, muitos cristãos abandonariam o evangelho. Ao longo de 2º Timóteo, Paulo encoraja Timóteo a não se envergonhar do evangelho nesse tempo de prova e intensa perseguição (cf. 2Tm 1.8,12; 2.3,9; 3.12).

É durante a provação que conhecemos os verdadeiros amigos e os verdadeiros cristãos. Em virtude do incêndio de Roma no ano 64 d.C., e da imputação desse crime bárbaro aos cristãos, e ainda, em virtude da prisão de Paulo, o grande bandeirante do cristianismo e, conseqüentemente do seu iminente martírio, todos os amigos e companheiros de Paulo o abandonaram. Fígelo e Hermogenes talvez tenham sido os líderes dessa deserção. Muitos cristãos da Ásia poderiam ter ido a Roma testemunhar a favor de Paulo, mas não o fizeram. Sentiram vergonha.

Na primeira defesa de Paulo, ninguém se manifestou a seu favor (2 Tm 4.16). Aquele era um tempo difícil e a fé apostólica corria sérios riscos. A ameaça vinha de dois fatores: da perseguição política e da invasão de falsos mestres. Depois do grande despertamento ocorrido em Éfeso (cf. Atos 19), quando as pessoas denunciaram publicamente suas obras e abandonaram a idolatria, rompendo com a feitiçaria, seguiu-se uma grande deserção. Parecia que o evangelho estava à beira da extinção.

No meio dessa debandada geral, aparece Onesíforo, cujo nome significa “portador de préstimos”, ele é como um lírio que floresce no lodo. É um exemplo de lealdade no meio de tanta deserção. O erudito W. Hendriksen diz que: “a beleza de seu caráter e nobreza de suas ações se destacam claramente no obscuro transfundo da triste conduta de todos os que estão na Ásia”.

A fidelidade de Onesíforo constitui num estímulo para Timóteo permanecer firme em seu ministério, sem se envergonhar do evangelho e de seu embaixador em cadeias. Vejamos quatro características desse precioso amigo de Paulo:

 

  1. Onesíforo, um amigo abençoador. […] e tu sabes, melhor do que eu, quantos serviços me prestou ele em Éfeso (1.18b). Durante os três anos que Paulo passou em Éfeso, ele se desdobrou para servir Paulo em diversas circunstâncias e ocasiões, uma vez que ali possuía residência ( 4.19). Ele era um homem prestativo. Estava sempre buscando formas e meios para ajudar Paulo em sua missão de pregar o Evangelho.
  1. Onesíforo, um amigo consolador. “Porque, muitas vezes, me deu ânimo e nunca se envergonhou das minhas algemas” (1.16). Ele não apenas serviu Paulo de forma multiforme em Éfeso, mas também o encorajou muitas vezes, quando o apóstolo estava vivendo os dias cinzentos da prisão, na antessala de seu martírio. Diferentemente de outras pessoas da Ásia, não fugiu de Paulo por causa de sua prisão, mas o incentivou várias vezes a não se envergonhou de sua prisão. O termo grego para ânimo “anepsixen”  significa “refrescar”, e a frase poderia ser traduzida por “envolveu-me em ar fresco”. Onesíforo foi uma espécie de “brisa fresca” para Paulo em seus momentos de provação.

 

3. Onesíforo, um amigo encorajador.  “Antes, tendo ele chegado a Roma, me procurou solicitamente até me encontrar” (1.17). Ele fez uma longa viagem de Éfeso a Roma, num tempo em que os cristãos eram queimados vivos ou decapitados. Desconhecendo o paradeiro de Paulo, ou seja, em que prisão se encontrava, procurou-o perseverantemente até encontrá-lo. Ele poderia ter desistido após várias buscas inglórias. Mas não desistiu até encontrar Paulo, para estar ao seu lado nos momentos mais difíceis da sua vida. Sem dúvidas, Onesíforo foi  um homem de caráter nobre, coração quebrantado e amigo incomparável.

Que as marcas deste personagem esquecido da Bíblia, desperte em nós o desejo de  imitarmos seu exemplo, bem como suas atitudes.

Pr Marcelo de Oliveira

Uma curiosidade inédita sobre Jonas

JONASPara compreendermos o significado dos acontecimentos do livro de Jonas capítulo 3 é necessário saber que os ninivitas adoravam o deus-peixe, Dagom, parte humano e parte peixe. Eles acreditavam que ele tinha saído do mar, fundado sua nação e que lhes enviava mensageiros do mar de tempos em tempos.

Se Deus, pois, houvesse de enviar-lhes um pregador, nada mais razoável que trouxesse seu plano para o nível de conhecimento dos assírios, mandando-lhes um profeta que saiu do mar! Sem dúvida muitos viram Jonas ser tirado do mar e acompanharam-no a Nínive, servindo de testemunha do fato inédito.

Há dois argumentos suplementares que confirmam a veracidade desse acontecimento. Em primeiro lugar, ‘Oannes’ é o nome de uma das encarnações do deus-peixe. Esse nome, com J inicial, é a forma de escrever ‘Jonas’ no NT. Em segundo lugar, houve, por muitos séculos, uma colina assíria chamada ‘Yunnas’, nome assírio, que significa Jonas, e foi o nome dessa colina que deu aos arqueólogos a primeira pista de que possivelmente a antiga cidade de Nínive estivesse soterrada sob essa colina.

O arqueólogo Botta associou ‘Yunnas’ com Jonas e, assim, começou o trabalho de escavação, e encontrou os muros da cidade.

Nele, Pr Marcello

Fonte: Christian Worker’s Comentary, by Dr. Gray

Uma curiosidade sobre a fundação do Estado de Israel

bandeira“Deixe-me lhe mostrar uma coisa”, ele me falou. E então ele me confiou uma reflexão que havia recebido dos seus mestres que literalmente me deixou sem fôlego.

“O ano em que o Estado de Israel nasceu foi, no calendário secular, 1948. Segundo o nosso modo tradicional de contar, a data era 5708. Saiba que os versículos dos cinco livros de Moisés, a Torá, correspondem aos anos da história. Todo evento importante de todos os tempos deve ter alguma alusão a isto, direta ou indiretamente, no versículo conectado a ele pelo número. Você sabe”, ele me perguntou, “qual é o versículo número 5.708 da Bíblia?”

É claro que eu não tinha ideia.

Então ele me contou, e em seguida eu verifiquei isto após uma prolongada contagem. É Deuteronômio 30:3:

“E o Eterno, teu Deus, te trará com Ele de Teu cativeiro, e Se compadecerá de ti, e te fará voltar, juntando-te dentre todas as nações para onde o Eterno, teu Deus, te espalhou.”

Era impressionante! E parecia bom demais para ser verdade. Talvez fosse apenas uma notável coincidência, um desses acidentes que são mais divertidos do que instrutivos. Mas com certeza era algo intrigante: o versículo que fala do retorno à terra após séculos de exílio é, de fato, a sentença bíblica cujo número é o mesmo do ano no qual esse evento improvável ocorreu!

Então eu encontrei coragem para fazer a seguinte pergunta: “Você quer dizer”, perguntei hesitante, “que isto não é simplesmente um exemplo isolado? Este é um princípio que se relaciona igualmente a outros eventos importantes, e eu poderia encontrar uma referência comparável, por exemplo, ao Holocausto, do mesmo modo como fiz com relação ao momento da redenção nacional?”

“Por que você não tenta?”, ele respondeu com um sorriso. E assim eu contei os versículos para trás, tomando nota do número, bem como do ano correspondente. O capítulo anterior – capítulo 29 – era aquele cujas sentenças correspondiam aos anos do Holocausto, desde meados dos anos 1930 até o fim da Segunda Guerra Mundial em 5705/1945.

Com a respiração suspensa, li as frases que saltavam diante de mim:

“… todas as maldições da aliança… as pragas daquela terra e as suas doenças, com que o Eterno a terá afligido… toda a terra foi abrasada com enxofre e sal… como foi a destruição de Sodoma e Gomorra… vendo isto, dirão todas as nações: ‘Por que o Eterno fez assim a esta terra?’ ”  (Deuteronômio 29:20-23)

Era verdade! As sentenças estavam relacionadas aos anos do Holocausto e descreviam os horrores e aflições daqueles tempos terríveis – como se tivessem sido escritas no mesmo momento em que os eventos ocorreram.

 

Mas havia uma revelação ainda mais surpreendente que surgiu por meio dessa leitura. O versículo que corresponde ao ano 5705/1945 me atordoou com sua mensagem poderosa. Obviamente, trata-se da sentença que serve como a palavra final da Torá a respeito do Holocausto e o seu significado. É o resumo de Deus bem como a Sua “explicação”. E o que têm a nos dizer as palavras as quais estamos tão ansiosos para ouvir? Escute cuidadosamente o texto porque eu acredito que este é o melhor e o mais apropriado julgamento que os seres humanos possivelmente podem oferecer ao considerarmos os eventos daqueles dias:

“As coisas ocultas pertencem ao Eterno, nosso Deus. Porém, as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para cumprir todas as palavras desta Torá.” (Deuteronômio 29:28)

 

Quando tudo está dito e feito, Deus é mais sábio do que nós. Ele entende mais do que nós. Nas profundas palavras do sábio do século 11, Bachya ibn Pacuda: “Se nós pudéssemos entender Deus, nós seríamos Deus.” Às vezes podemos captar alguns dos Seus modos. Ao buscarmos razões e explicações, podemos ocasionalmente compreender algumas verdades que iluminam o modo misericordioso como Deus guia nossas vidas. Nestes momentos nós somos subjugados pela Sua grandeza. E nestes momentos de confusão, quando somos incapazes de compreender como Deus possivelmente pode parecer tão imune ao nosso sofrimento, nós nos certificamos de que o amor de Deus por nós é a constante que nunca, jamais, mudará. A resposta bíblica para o Holocausto deve ser nossa resposta às nossas angústias cotidianas: “As coisas ocultas pertencem ao Eterno, nosso Deus.”

A nossa fé é mais forte do que os nossos infortúnios. A nossa crença pode sobreviver a perguntas que só têm respostas parciais. A História não pode validar o julgamento otimista de Anne Frank de que, “apesar de tudo, eu ainda acredito que as pessoas são realmente boas no coração”. Contudo, eu não tenho dúvida de que Deus é realmente bom no coração, e Suas “coisas ocultas” são os métodos Divinos que Ele usa para nos levar de volta ao paraíso que Ele originalmente criou para nós.
Quer ler mais?
Extraído do livro:
Se Deus é bom, por que o mundo é tão ruim?
Por Benjamin Blech

Afinal, quem é o cavaleiro branco de Apocalipse 6?

A adoração descrita em Apocalipse 4 e 5 é um preparativo para a ira descrita em Apocalipse 6 a 19. Pode parecer estranho adoração e julgamento andarem juntos, mas isso se deve ao fato de não entendermos plenamente a santidade de Deus nem, tampouco, a pecaminosidade do homem. Também não se consegue compreender a totalidade do que Deus deseja realizar nem a maneira como as forças do mal se oporem a ele. Deus é longânimo, mas deve julgar o pecado e vindicar seus servos.

 

Os 4 cavaleiros

A imagem dos 4 cavaleiros é extraída de Zacarias 1.7-11 e 6.1-8, em que as 4 carruagens são puxadas por cavalos vermelhos, pretos, brancos e baios (ou cavalos: vermelho, vermelhos, marrons e brancos, em 1.8). Em Zacarias, as carruagens percorrem toda a terra e a encontram “toda tranqüila e em descanso”. Há um contraste deliberado com os cavaleiros, nesse texto, que saem para espalhar guerra e praga sobre a humanidade. Além disso, o simbolismo das cores difere. Em Zacarias, elas simbolizam quatro ventos, ao passo que, em Apocalipse, representam a morte e destruição associadas aos juízos. Alguns estudiosos acrescentam que a imagem também é inspirada em Jeremias 15.2 e Ezequiel 5.12. As três passagens têm os mesmos temas: cativeiro, espada, fome e morte. Esses quatro cavaleiros andam juntos, à medida que a ação passa da ambição pela conquista para a guerra civil e a fome, chegando até a praga e à morte. Nesse sentido, Deus está permitindo que a depravação deles complete o próprio ciclo, mais do que derramando seu juízo sobre a terra.

Após o rompimento do primeiro selo, um dos quatro seres viventes, com uma voz como de trovão, profere a ordem que também determina os eventos decorrentes dos quatro primeiros selos: Erchou, Vem! Ao longo do livro do Apocalipse, os seres viventes lideram a adoração celestial (cf. Ap 4.8,9; 5.8-10; 19.4), fazem parte da comitiva do trono (cf. Ap 4.6; 5.6,11; 7.11; 14.3) e implementam os juízos divinos (cf. Ap 6.1,3,5,6,7; 15.7). Como cada visão dos quatro cavalos é introduzida pelo ser vivente com o número correspondente, sabemos que os juízos vêm do trono de Deus.

Com isto em mente, surge o primeiro cavalo (6.2) de cor branca. Alguns estudiosos (Hodges, Hendriksen e Alford) argumentam que o cavaleiro sobre o cavalo branco é Cristo, visto que ele é descrito em sua parousia como vindo sobre um cavalo branco (Ap 19.11) para destruir seus inimigos (Ap 19.15,16). A imagem da “conquista”, então, descreve o triunfo do evangelho (Mt 24.14). Estes afirmam que o primeiro cavaleiro é distinguido dos outros três como uma figura positiva (“branco”, como a cor da justiça) que “saiu” com uma coroa (soberania) e um arco (evangelho) para conquistar (relacionando com as imagens do “vencedor” no livro de Ap). E, ainda, o segundo é chamado “outro cavalo” e o resumo do Apocalipse 6.8 recapitulam apenas do segundo ao quarto cavalo. Portanto, o melhor paralelo é o retrato de Cristo em 19.11.

Será a tese exposta acima verdadeira? Teria os reformados razões para esta exposição?

Se partirmos de uma hermenêutica contextual do texto, isso não se encaixa no contexto imediato nem na unidade dos quatro cavaleiros, pois o uso de “cavalo branco” nos dois contextos é bem diferente e, aqui, o cavaleiro carrega um arco, ao passo que Cristo carrega uma espada (Ap 19.11,15)

Outro ponto importante: Cristo não precisa de mais uma coroa. Ele já está coroado de honra e glória (Hb 2.7,9). Outrossim, a palavra coroa usada em Apocalipse 6.2, é stephanos, que significa coroa do vencedor. A coroa que Jesus Cristo usa é diadema, “a coroa do rei” (cf. Ap 19.12). O anticristo jamais poderia usar um diadema, pois essa coroa pertence somente ao Rei dos Reis – nosso Senhor Jesus Cristo.

Concluímos que o cavalo branco do Apocalipse se refere, sem dúvida, ao anticristo e não ao Cristo.

 

 

O hino cristológico de 1 Timóteo 3.16

“E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória”. (1 Tm 3.16)

O apóstolo Paulo conclui este capítulo com um hino de exaltação a Jesus. Jesus Cristo é chamado aqui de “o mistério da piedade” porque só podemos conhecê-lo pelo fato de ele ter se revelado, e mesmo assim jamais poderemos conhecê-lo plenamente, pois seu caráter e suas obras transcendem nossa capacidade de compreendê-lo.

Note que o texto não termina com um olhar sobre a Igreja, mas com um hino para Cristo. É em direção deste hino que tudo aponta: a primeira e a última coisa não é a Igreja, mas Cristo; não é o corpo, mas o cabeça.

O erudito William Hendriksen diz que as seis linhas deste hino de adoração de Cristo começam com uma linha sobre seu humilde nascimento e termina com uma referência à sua gloriosa ascensão. Há alguns contrastes a serem observados: a carne débil é contrastada com o espírito poderoso; os anjos celestiais são contrastados com as nações terrenas; e o mundo inferior é contrastado com a glória de cima. Há seis declarações neste hino.

1)    Jesus foi manifestado na carne. O Verbo se fez carne. O Todo Poderoso se fez homem. O transcendente se tornou imanente. O rei dos reis se fez servo. Ele se humilhou. Ele deixou sua glória. Ele habitou entre nós. Paulo se refere aqui à sua perfeita humanidade.

 

2)    Jesus foi justificado em espírito. Embora nem todos os homens tenham reconhecido sua glória, pois Ele foi desprezado pelos homens, Jesus foi plenamente vindicado pelo Espírito. O Espírito Santo foi o agente de sua concepção. Ele foi revestido com o Espírito no seu batismo e, cheio do Espírito, enfrentou vitoriosamente a tentação no deserto. Pelo poder do Espírito Santo, realizou seu ministério e ressuscitou dentre os mortos. Esta frase destaca a perfeição espiritual de Jesus.

 

3)    Jesus foi contemplado por anjos. Os anjos participaram efetivamente da vida e do ministério de Jesus, em seu nascimento, em sua tentação, em sua agonia, em sua ressurreição e em sua ascensão. Os anjos estarão com Ele na sua segunda vinda e rodearão seu trono para glorificá-lo pelos séculos eternos.

 

4)    Jesus foi pregado entre os gentios. Antes de sua ascensão, o Cristo ressurreto deu à Igreja a Grande Comissão (Mt 28.18-20). Aqui está a Grande Demanda (v. 18), a Grande Comissão (v. 19) e a Grande Presença (v. 20). O mesmo Cristo que foi rejeitado e desprezado, agora começa a ser proclamado em todas as nações.

 

5)    Jesus foi crido no mundo. Porque Jesus foi pregado entre os gentios, pessoas de todas as tribos, raças, povos e línguas começaram a adorá-lo como seu Senhor e Salvador, como havia sido previsto (Sl 72.8-11,17; Am 9.11,12, Mq 4.12). Pessoas de todas as nações são transformadas à usa imagem e preparadas para sua obra.

 

6)    Jesus foi recebido na glória. O mesmo Jesus que ouviu gritos ensandecidos da multidão: Crucifica-o, crucifica-o, agora vê os céus abrindo seus portais para recebê-lo. Ao entrar na glória o vitorioso Rei, os céus proclamaram em cânticos de adoração: Digno é o Cordeiro (Ap 5.11,12).