Pr Walter Brunelli lançará Teologia Sistemática Pentecostal

SHALOM! É com grande alegria que comunico os nobres leitores deste blog, que meu amigo Pr. Walter Brunelli,  lançará uma Teologia para Pentecostais, (Uma Teologia Sistemática e Expandida).  Uma obra que vem Leia Mais »

Pérolas da carta de Paulo à Filemon

A carta de Paulo a Filemon é a mais breve entre as cartas que formam a coletânea paulina e consiste apenas em 335 palavras no grego original. É pequeno no tamanho e Leia Mais »

Onesíforo, um bálsamo na vida de Paulo

Paulo havia exortado Timóteo a guardar o evangelho, pois diante da perseguição, muitos cristãos abandonariam o evangelho. Ao longo de 2º Timóteo, Paulo encoraja Timóteo a não se envergonhar do evangelho nesse Leia Mais »

Uma curiosidade inédita sobre Jonas

Para compreendermos o significado dos acontecimentos do livro de Jonas capítulo 3 é necessário saber que os ninivitas adoravam o deus-peixe, Dagom, parte humano e parte peixe. Eles acreditavam que ele tinha Leia Mais »

Afinal, quem é o cavaleiro branco de Apocalipse 6?

A adoração descrita em Apocalipse 4 e 5 é um preparativo para a ira descrita em Apocalipse 6 a 19. Pode parecer estranho adoração e julgamento andarem juntos, mas isso se deve Leia Mais »

A maior transação da história

“Pois Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, não imputando aos homens os seus pecados, e nos confiou a palavra da reconciliação” (2 Co 5.19)O homem pecou e afastou-se de Deus. Deu as costas para Ele e tornou-se rebelde e inimigo de Deus. Passou a adorar a criatura em lugar do Criador. Chegou mesmo a desistir de Deus, mas Deus não desistiu dele.

O ofendido (Cristo) tomou a iniciativa de buscar o ofensor (homem) na maior de todas as operações de resgate. Começa aqui a mais linda história da reconciliação.

A grande mensagem da Bíblia pode ser resumida assim: “Mas todas essas coisas procedem de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo […], não levando em conta os pecados dos homens […]. Daquele que não tinha pecado Deus fez um sacrifício pelo pecado em nosso favor, para que Nele fossemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.18,19,21).

O resgate do homem perdido custou muito caro para Deus. A salvação é de graça, mas não é barata. Ela custou tudo para Deus. Custou a vida de seu próprio Filho. Uma tríplice transação foi feita para consumar esse resgate. Essa foi, com absoluta certeza, a maior transação comercial da história.

Em primeiro lugar, Deus não lançou em nossa conta a nossa dívida (2 Co 5.19).

A Bíblia diz que somos pecadores e que o pecado faz separação entre nós e Deus (Is 59.2). Para reconciliar-nos consigo mesmo, Deus não podia lançar em nossa conta a nossa própria dívida. O pecado é como uma dívida impagável que temos com Deus.

Jesus contou a parábola do credor incompassivo para dizer que essa dívida que temos com Deus pode ser avaliada em 10 mil talentos, ou seja, aproximadamente 350 mil quilos de ouro (Mt 18.23-34). No século 1, um judeu jamais poderia dever tanto. O salário naquela época era 1 denário por dia. Para ajuntar tamanho valor, um homem precisaria trabalhar 150 mil anos!

Com isso, Jesus está mostrando que jamais podemos quitar nossa dívida com Deus. Jamais podemos cumprir as exigências da lei de Deus e as demandas de sua justiça. A lei é perfeita, mas nós somos imperfeitos. A lei é santa, mas nós somos pecadores. Apesar do nosso débito impagável, ou seja, das nossas transgressões, Deus não lançou em nossa conta essa dívida impagável.

Em segundo lugar, Deus lançou na conta de Cristo a nossa dívida (2 Co 5.21).

Deus é justo e não pode fazer vista grossa ao pecado. Ele não inocenta o culpado. O salário do pecado é a morte; e a alma que pecar, essa morrerá. Agora, se Deus não lançou nossa dívida em nossa conta, lançou-a na conta de quem? Surpreendentemente, lemos: “Daquele que não tinha pecado Deus fez um sacrifício pelo pecado em nosso favor…” (2 Co 5.21).

Cristo veio ao mundo como nosso representante, fiador e substituto. Quando Ele foi pregado na cruz, Deus pegou todo o nosso débito e lançou-a em sua conta. Ele foi feito pecado e maldição por nós. Deus fez cair sobre Ele a iniqüidade de todos nós. Ele foi ferido pelos nossos pecados e traspassado pelas nossas transgressões. Naquele momento, não havia beleza Nele. O próprio sol escondeu seu rosto dele e houve trevas ao meio-dia.

A multidão enfurecida escarnecia Dele. Seus discípulos o abandonaram. O próprio Pai o desamparou. Naquele momento, todas as nossas mazelas foram transferidas da nossa conta para a conta Dele. Mas, longe de sucumbir na cruz, Jesus pegou o escrito de dívida que era contra nós, anulou-o, riscou-o e o encravou na cruz, dando um grande brado:

??????????

“Está consumado!”. Ou seja, está pago, quitado!

Em terceiro lugar, Deus lançou em nossa conta a justiça de Cristo (2 Co 5.21).

Deus faz, então, a terceira transação em nosso favor. Depois que Cristo pagou nossa dívida na cruz, Ele fez uma transferência de crédito para a nossa conta. Ele depositou em nossa conta toda a infinita justiça de Cristo (2 Co 5.21).

Toda a justiça de Cristo foi creditada em nossa conta. Quando Deus olha a nossa conta no banco celestial, não vê mais débito algum. Ao contrário, vê um crédito de valor infinito. Todos os méritos da justiça de Cristo nos pertencem. A Bíblia diz que, agora, não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus (Rm 8.1).

É como se nunca tivéssemos cometido um pecado sequer. Nossa ficha está limpa. Nosso crédito, absolutamente positivo. Temos um valor infinito para Deus. Ele comprou-nos não com ouro ou prata, mas com o sangue do seu Filho. Esse foi o preço da sua reconciliação com Deus. Ele já provou o seu amor por você, dando o seu Filho para morrer em seu lugar! Valorize a glória da cruz, e esta que foi a maior transação do universo.

Nele, que triunfou na cruz

Pr Marcelo Oliveira

 Bibliografia: Warren, Wiersbe. Comentário Expositivo

Lopes, Hernandes Dias. 2 Coríntios. Ed. Hagnos

Quem é a “senhora eleita” de II Jo ?

Uma visão panorâmica da carta

Após uma saudação inicial, em que declara amar seus leitores na verdade (2Jo 1,2), João os abençoa com a graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo (2Jo 3). Depois de comunicar que havia se encontrado com membros da igreja que andavam de acordo com a verdade do evangelho (2 Jo 4), o apóstolo passa a exortá-los a que obedeçam ao mandamento do amor fraterno (2Jo 4-6). A razão apresentada é a chegada de falsos mestres que negam que Jesus veio em carne (2Jo 7). Os leitores deveriam acautelar-se contra eles (2Jo 8).

Esses falsos mestres poderiam ser reconhecidos por ultrapassarem a doutrina de Cristo, isto é, negarem a encarnação. Os que fazem isto não procedem de Deus (2Jo 9) e não deveriam ser nem mesmo recebidos em suas casas, caso aparecessem, sob pena de cumplicidade (2Jo 10,11). Apesar de ainda ter muita coisa a escrever, João prefere deixar para uma conversa pessoal, numa futura visita à igreja (2Jo 12). Ele conclui retransmitindo as saudações da igreja irmã (2Jo 13).

A carta pode ser sintetizada em quatro partes:

I. Destinatários e saudações, 2Jo 1-3
II. Vivendo em verdade e amor, 2Jo 4-6
III. Cuidado com os falsos ensinamentos, 2Jo 7-11
IV. Palavras finais e saudação, 2Jo 12,13

Quem é a “senhora eleita”?

João destinou a sua segunda carta “à senhora eleita” (??????? ?????) e aos seus filhos (2Jo 1). Quem é esta “senhora eleita”? Há entre os biblistas 3 opiniões diferentes, a saber:

Primeira, que se trata de uma senhora cristã e de seus filhos, que eram conhecidos do apóstolo João. A carta, portanto, teria um cunho estritamente pessoal e almejava ajudar aquela família a ficar firme contra investidas de falsos mestres. Essa possibilidade é plausível e tem tido alguns defensores.

A Segunda, que a destinatária se chamava Kuria (da palavra kuri,a, “senhora”), ou Eclecta (“eleita”) ou Eclecta Kuria, uma combinação das duas. Essa hipótese é muito improvável, pois não há comprovação na literatura de que Eclecta fosse um nome próprio. Mesmo que Kuria fosse um nome próprio, era raro. “A combinação de dois nomes tão raros seria incrível” (D. Guthrie).

Terceira, que se trata de uma referência figurada à igreja e seus membros. Esta é a minha opinião, pois tem a seu favor vários argumentos. Jerônimo desde cedo a defendia.

O apóstolo João, ao final da carta, envia saudações dos “filhos da tua irmã eleita” (2Jo 13), uma referência a uma igreja local. O teor da carta, especialmente as advertências contra os falsos mestres, são mais apropriadas se dirigidas a uma igreja local e seus membros, como por exemplo, a advertência para não receber em casa algum dos falsos profetas (2Jo 10,11)

O uso de “eleita” (???????) para uma congregação local se encontra em 1 Pedro, “Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita, vos saúda (1 Pe 5.13).

Também é relativamente comum encontrarmos na Escritura personificações femininas de nações e cidades (cf. “a filha de Sião”, 2Rs 19.21; Sl 9.14; Mt 21.5) e da própria igreja de Cristo, “a noiva do Cordeiro” (cf. Ef 5.22-23; 2 Co 11.2; Ap 19.7).

Um outro argumento em favor da igreja em sentido figurado, é que João, a partir do versículo 5, dirige-se à “senhora eleita” (??????? ?????)no plural: “ouvistes” e “andeis” (2Jo 6); “acautelai-vos” (2Jo 8); “não o recebais” (2Jo 10), o que mostra que ele tinha em mente um público maior, ou seja, uma comunidade local de cristãos.

Finalmente, a “senhora eleita” (??????? ?????) era amada “por todos os que conhecem a verdade” (2Jo 1), uma afirmação que cabe melhor no caso de uma igreja cristã.

Nele, Pr Marcelo de Oliveira

Bibliografia: Stott, John. I,II e III João (Introd. e Comentário) – Ed.Vida Nova

Lopes, Augustus Nicodemos. II, III João e Judas. Ed. Cultura Cristã

João: O evangelho com 2 tipos de sinais

Estes sinais foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome – Jo 20.31

João nos diz que seu objetivo último em escrever seu evangelho foi o de que seus leitores recebessem vida através de Jesus Cristo. E para que recebam vida através de Jesus Cristo, eles devem crer em Cristo; e para que creiam em Cristo, João selecionou certos sinais que dão testemunho de Cristo. Desse modo, o testemunho , leva à fé; e a fé, à vida.

Na verdade, João vê seu Evangelho principalmente como testemunho de Cristo. É quase como se o seu Evangelho fosso o cenário de um tribunal e Cristo estivesse sendo julgado. Uma sucessão de testemunhas é chamada, começando com João, o Batista. E o julgamento continua com a apresentação de sete sinais milagrosos; sendo que cada um deles é uma declaração dramatizada.

1. Jesus transformou água em vinho, declarando inaugurar uma nova ordem.

2.e 3. Jesus realizou dois milagres de cura, declarando dar uma nova vida.

4. Jesus alimentou cinco mil pessoas, declarando ser o Pão da Vida.

5. Jesus andou sobre as águas, declarando que os poderes da natureza estavam sob sua autoridade.

6. Jesus deu vista a um cego, declarando ser a Luz do mundo.

7. Jesus ressuscitou Lázaro dentre os mortos, declarando ser a ressurreição e a vida.

Há ainda outro lado do testemunho de João acerca de Jesus. Os sete sinais, registrados na primeira metade de seu Evangelho, são sinais de poder e de autoridade. Na segunda metade de seu livro, no entanto, João registra sinais de fraqueza e de humildadeprimeiro no lavar dos pés dos discípulos e então na cruz, que João vê como a glorificação de Jesus.

Resumindo, o Evangelho de João possui duas partes: a primeira parte é o Livro dos Sinais; e a segunda é o Livro da Cruz. Em ambos, no entanto, por todo o Evangelho, João está dando testemunho de Jesus a fim de que seus leitores creiam Nele e recebam a vida Dele.

Uma pérola das Escrituras

“Olhai por vós, e por todo o rebanho sobre qual o Espírito Santo vos constitui bispos, para apascentardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” Atos 20.28

Neste versículo 28, está implícita a verdade que a supervisão pastoral da igreja, em última análise, pertence a Deus. De fato, eis a pérola, cada uma das três pessoas da Trindade tem sua parte nessa supervisão.

Para começar, a igreja é a “igreja de Deus”. Depois, entendemos que Ele (o Filho) a redimiu com seu “próprio sangue”, ou seja, a transação foi paga com o sangue de Cristo. E o Espírito Santo designa supervisores para essa igreja que pertence a Deus e foi comprada por Cristo.

Assim, a supervisão também é Dele, caso contrário Ele não poderia delegá-la a outros. Esta esplêndida afirmação trinitária, de que a supervisão pastoral da igreja pertence a Deus (Pai, Filho e Espírito Santo), deveria ter um profundo efeito nos pastores. Ela deveria nos humilhar, lembrando-nos de que a igreja não é nossa, mas de Deus. E ela deveria inspirar-nos fidelidade.

Portanto, as ovelhas são o rebanho de Deus o Pai, compradas pelo precioso sangue de Deus o Filho e, supervisionadas por pessoas indicadas por Deus o Espírito Santo. Se as três pessoas da Trindade se empenham tanto pelo bem estar do seu povo, não deveríamos fazer o mesmo?

Prezado leitor [a], tenha total liberdade de comentar esta pérola bíblica.

Nele, que no princípio não era a solidão de Um, mas a comunhão dos três

Pr Marcelo Oliveira

Profetas falsos e verdadeiros

“O profeta que tem um sonho, conte o sonho, e o que tem a minha palavra, fale a minha palavra com fidelidade” Jr 23.28

Jeremias ficou profundamente angustiado com o ministério dos falsos profetas que se opunham a ele. “Meu coração está partido dentro de mim”, ele clamou, “todos os meus ossos tremem” (v. 9). A situação atual é parecida, porém com uma diferença.

Existem muitos falsos profetas (como Jesus disse que haveria), mas não há ninguém parecido com Jeremias. Certamente alguns possuem um discernimento espiritual profético em relação ao significado e à aplicação dos textos bíblicos. Mas não há ninguém que tenha inspiração ou a autoridade dos profetas bíblicos como Jeremias. Em vez disso, somos abençoados por termos a Palavra escrita de Deus. Assim, o contraste hoje é entre os verdadeiros expositores que se submetem às Escrituras e os falsos mestres que rejeitam ou manipulam a Palavra de Deus.

Jeremias destaca 5 características dos falsos mestres:

1. Eles abusam de seu poder. São marcados mais pelo excesso de autoridade que pela mansidão de Cristo. “Seu poder é ilegítimo” (v. 10)

2. Eles “vivem uma mentira”; pois possuem vida dupla, desempenham um papel particular e outro na vida pública (vv. 13,14)

3. Eles encorajam os que praticam o mal, em vez de chamá-los ao arrependimento (vv. 14,22)

4. Eles enchem as pessoas de falsas esperanças, dizendo que nenhum mal lhes sucederá (vv. 16,17)

5. “Falam de visões inventadas por eles mesmos, e que não vêm da boca do Senhor” (v. 16)

Somente a Palavra de Deus é viva e eficaz. Como um martelo, ela despedaça a rocha dos corações endurecidos. Como fogo, ela queima e purifica. Ela não é como a palha, mas nutritiva como o trigo (vv. 28,29)
Não deveríamos ter dificuldade em colocar a Palavra de Deus acima dos nossos sonhos humanos, nem de escolher a revelação em vez da especulação.

Penso que a maior necessidade de nossas igrejas hoje seja de pastores que exponham e apliquem fielmente a Palavra de Deus, e que praticam aquilo que pregam.

Nele, Pr Marcelo

Sentado à direita de Deus

Mas quando este sacerdote acabou de oferecer, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à direita de Deus” Hebreus 10.12


Prezado leitor [a], você já parou para refletir o significado destas palavras: “assentado à direita de Deus”? O que isto significa?

Primeiro, Jesus Cristo está descansando. Essa é uma imagem extraída do nosso dia-a-dia, quando chegamos em casa, depois de um dia de trabalho, sentamos e descansamos. Assim Jesus, “depois de ter realizado a purificação dos pecados, se assentou” (Hb 1.3). Os sacerdotes do Antigo Testamento exerciam seus deveres religiosos e ofereciam sacrifícios dia após dia, semana após semana, mês após mês, mas Jesus “acabou de oferecer, para sempre, um único sacrifício pelos pecados” (Hb 10.12). Eles tinham que permanecer de pés, pois não havia assentos no templo, Jesus, porém, depois que ofereceu seu sacrifício, se assentou. O fato de os sacerdotes permanecerem de pé simbolizava que o ministério deles não era completo, enquanto que a postura de Jesus sentado indica que sua obra foi concluída.

Segundo, Jesus Cristo está reinando. Ele está assentado à direita de Deus, o lugar de suprema honra e poder no universo. A partir dessa posição Ele enviou o Espírito Santo no dia do Pentecoste e continua enviando seu povo em missão. Toda a autoridade no céu e na terra já foi dada a Ele.

Terceiro, Jesus Cristo está esperando “até que os seus inimigos seja colocados como estrado dos seus pés” (Hb 10.13). Essas são palavras do Salmo 110.1, que Jesus aplicou a Ele mesmo. Nesse salmo, Yavé diz acerca do Messias: “Senta-te à minha direita até que eu faça dos teus inimigos um estrado para os teus pés”. O salmo combina as duas perspectivas: Ele reina enquanto espera e espera enquanto reina.

Essa rica teologia inclui a ascensão e o período posterior, no qual Jesus Cristo está descansado, reinando e esperando. Enquanto descansa, Ele olha para trás, para o passado e declara que sua obra propiciatória foi consumada. Enquanto reina, Ele supervisiona o presente e envia seu povo em missão. Enquanto espera, Ele antecipa o futuro, quando seus inimigos serão finalmente subjugados e seu reino estabelecido em toda a sua plenitude.

Nele, que Reina sobre tudo e todos

Pr Marcelo Oliveira

Bibliografia: Kistemaker, Simon. Hebreus. Ed. Cultura Cristã
Stott, John. A Bíblia Toda, Ano Todo. Ed. Ultimato

A superioridade do sacerdócio de Cristo

“Ora, daqueles sacerdotes tem havido muitos, porque a morte os impede de continuar em seu ofício; mas, visto que vive para sempre, Jesus tem um sacerdócio permanente”. Hebreus 7.23-24

Um tema que se destaca em Hebreus é o enorme contraste que o autor estabelece entre o sacerdócio levita do Antigo Testamento, com todas as suas inadequações, e a perfeita suficiência do sacerdócio de Cristo. O autor de Hebreus vê na “estranha” figura de Melquisedeque, no Antigo Testamento, um prenúncio do sacerdócio de Jesus:

A) Melquisedeque era rei e sacerdote, assim como Jesus; B) Ele demonstrou ser superior a Abraão (ancestral de Levi) ao abençoá-lo e receber dele o dízimo; C) Ele aparece no relato de Gênesis sem nenhuma ascendência nem posteridade, simbolizando a eternidade de Jesus.

Então, quais eram as inadequações do sacerdócio levítico do Antigo Testamento?

Primeiro, o sacerdócio levítico era efêmero. Os sacerdotes do A.T não podiam permanecer no ofício para sempre, já que eram mortais, mas Jesus “vive para sempre” (v. 24). Novamente, “Ele vive sempre para interceder por eles” (v. 25). Nada jamais poderá interromper ou acabar com o seu sacerdócio.

Segundo, o sacerdócio levítico tinha um caráter pecaminoso. O sistema do Antigo Testamento apresentava um defeito evidente. Antes de oferecer sacrifícios pelo povo, os sacerdotes precisavam oferecer sacrifícios por eles mesmos. Jesus, no entanto, não tinha nenhum pecado que exigisse reparação. O versículo 26 contém uma declaração maravilhosa acerca da incorruptibilidade de Jesus: “Santo, inculpável, puro, separado dos pecadores, exaltado acima dos céus”.

Terceiro, os sacrifícios precisam ser oferecidos dia após dia. Todos os sacrifícios tinham um caráter temporário, e precisavam ser oferecidos continuamente. Jesus, no entanto, ofereceu-se a si mesmo como sacrifício, de uma vez por todas.

É por esta razão que o sacerdócio de Cristo é totalmente suficiente. Sua vida terrena foi sem pecado, sua morte substitutiva foi completa e sua intercessão celestial é eterna. “É de um sumo sacerdote como este que precisávamos” (Hb 7.26).

Nele, nosso Eterno sumo sacerdote

Pr Marcelo

Bibliografia: Stott, John. A Bíblia Toda, Ano Todo. Ed. Ultimato
Kistemaker, Simon. Hebreus. Ed. Cultura Cristã

A Grande Comissão segundo Lucas

Nesta singela reflexão atentaremos para a versão do evangelista Lucas sobre a Grande Comissão. Nela o Senhor ressuscitado resume o evangelho em cinco verdades duplas.

Primeiro, há o evento duplo, a morte e a ressurreição do Messias (Lc 24.46). As boas novas começam com história. Elas foram um evento antes de poder se tornar uma experiência.

Segundo, há a dupla proclamação. Com base no nome do Cristo crucificado e ressurreto, o perdão (dádiva do evangelho) e o arrependimento (exigência do evangelho) são proclamados. O evangelho é de fato um presente gratuito, mas aquilo que é de graça nem sempre é barato. Não podemos nos voltar para Cristo sem dar as costas ao mal.

Terceiro, há um duplo escopo. O evangelho deve ser anunciado “a todas nações, começando por Jerusalém” (Lc 24.47). Ou seja, ao abrir a porta da fé aos gentios, Deus não fechou aos judeus. Devemos rejeitar firmemente o estranho ensino do evangelho de “duas pistas”, segundo o qual não há necessidade de os judeus crerem em Yeshua porque eles já têm sua própria aliança com Abraão. Todos precisam vir a Cristo!

Quarto, há a dupla validação do evangelho. Por um lado, há o testemunho do Antigo Testamento sobre o Messias (vv. 44,46), e do outro a afirmação: “Vocês [os apóstolos] são testemunhas destas coisas” (v. 48). Assim, a morte e a ressurreição de Jesus são atestadas duplamente no Antigo e no Novo Testamento.

Quinto, há a dupla missão. A Grande Comissão envolveu um duplo envio (v. 49) – o envio do Espírito Santo aos apóstolos e o envio deles ao mundo. As duas missões andam juntas, pois o Espírito é um Espírito missionário.

Logo, o Senhor ressuscitado nos deu uma narrativa maravilhosamente equilibrada e abrangente do evangelho. Somos chamados para proclamar arrependimento e perdão por meio Daquele que morreu e ressuscitou, a toda a humanidade (gentios e judeus), de acordo com as Escrituras (Antigo e Novo Testamentos), no poder do Espírito que nos é dado. Portanto, não separamos aquilo que Deus uniu.

Nele, Pr Marcelo

Bibliografia: Stott, John. A Bíblia Toda, Ano Todo. Ed. Ultimato
Morris, Leon. Lucas – Introd. e Comentário. Ed. Vida Nova

A paz de Deus ——-

Pela oração, a paz de Deus ocupa o lugar que antes a ansiedade tomava conta (cf. Fp 4.6). A oração aquieta o nosso interior e muda o mundo ao nosso redor. Por meio dela, nos elevamos a Deus e trazemos o céu à terra. A ansiedade é um pensamento errado e um sentimento errado, por isso a paz de Deus (Fp 4.7) guarda a mente e o coração.

O mesmo coração que estava cheio de ansiedade, pela oração agora está cheio de paz. Dr. F.F. Bruce diz que a paz de Deus pode significar não apenas a paz que Ele mesmo concede, mas a serenidade em que o próprio Deus vive: Deus não está sujeito à ansiedade.

No texto de Filipenses 4.7, o apóstolo Paulo destaca três verdades importantes sobre a paz:

1) Em primeiro lugar, a paz que recebemos é uma paz divina, e não humana (Fp 4.7)

É a paz de Deus. A paz de Deus não é paz de cemitério. Não é ausência de problemas. Essa paz não é produzida por circunstâncias. O mundo não conhece essa paz nem pode dá-la (Jo 14.27). Governos humanos não podem gerar essa paz. Essa paz vem de Deus.

2) Em segundo lugar, a paz de Deus transcende a compreensão humana (Fp 4.7).

Essa paz é transcendente. Ela vai além da compreensão humana. A despeito da tempestade do lado de fora, podemos desfrutar bonança do lado de dentro. Ela coexiste com a dor, com as lágrimas, com o luto e com própria morte. Essa é a paz que os mártires sentiram diante do suplício e da morte. Essa é paz que Paulo sentiu ao caminhar para a guilhotina, dizendo: “a hora da minha partida é chegada. Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé. Agora, a coroa da justiça me está guardada” (2 Tm 4.6-8)

3) Em terceiro lugar, a paz de Deus é uma sentinela celestial ao nosso redor (Fp 4.7).

A palavra grega ?????? (frourein) é um termo militar para estar em guarda. Assim, “guardar” traz a idéia de uma sentinela, um soldado na torre de vigia, protegendo a cidade. A paz de Deus é como um exército protegendo-nos dos problemas externos e dos temores internos. Paulo diz que essa paz guarda nos corações (sentimentos errados) e nossas mentes (pensamentos errados), as nossas emoções e a nossa razão.

William Hendriksen, ilustre comentarista bíblico, comentando este texto, escreve:

Os filipenses estavam acostumados a ver as sentinelas romanas montarem guarda. Assim também, se bem que em um sentido muitíssimo mais profundo, a paz de Deus montará guarda à porta do coração e da mente. Ela impedirá que a torturante angústia corroa o coração, que é o manancial da vida (Pv 4.23), a fonte do pensamento (Rm 1.21), da vontade (1 Co 7.37) e do sentimento (Fp 1.7). O homem de fé e oração tem-se refugiado naquela inexpugnável cidadela da qual ninguém jamais poderá arrancá-lo; e o nome dessa fortaleza é Jesus Cristo.

Nele, em que temos a paz de Deus, a paz com Deus, o Deus da paz

Pr Marcelo Oliveira

Bibliografia: Hendriksen, William. Efésios e Filipenses. Ed. Cultura Cristã,
Lopes, Hernandes Dias. Filipenses. Ed. Hagnos, 2007
Wiersbe, Warren. Comentário Expositivo. Geográfica Editora, 2006

Nomes dos ganhadores do Concurso!

Shalom!

Novamente, quero agradeçer a todos os irmãos, das mais diversas partes do nosso país, que participaram do Concurso referente ao meu novo livro: Ele morreu para que nós vivêssemos – 24 propósitos da cruz.

Em tempo, todos os irmãos que participaram poderão adquirir este livro por um preço super especial, por apenas R$ 18,00 já incluso o frete dos Correios.

Além disso, se desejarem posso autografar os livros!

Não perca esta oportunidade. Maiores detalhes no e-mail:

Abaixo os nomes dos ganhadores:

1) Leandro Henrique – Pirassununga (SP)

2) Pr Adelcio Ferreira – Natercia (MG)

3) Elaine Cândida – Sta Maria (DF)

OBS: Os livros serão enviados na próxima semana.

Nele, Pr. Marcello