Pr Walter Brunelli lançará Teologia Sistemática Pentecostal

SHALOM! É com grande alegria que comunico os nobres leitores deste blog, que meu amigo Pr. Walter Brunelli,  lançará uma Teologia para Pentecostais, (Uma Teologia Sistemática e Expandida).  Uma obra que vem Leia Mais »

Pérolas da carta de Paulo à Filemon

A carta de Paulo a Filemon é a mais breve entre as cartas que formam a coletânea paulina e consiste apenas em 335 palavras no grego original. É pequeno no tamanho e Leia Mais »

Onesíforo, um bálsamo na vida de Paulo

Paulo havia exortado Timóteo a guardar o evangelho, pois diante da perseguição, muitos cristãos abandonariam o evangelho. Ao longo de 2º Timóteo, Paulo encoraja Timóteo a não se envergonhar do evangelho nesse Leia Mais »

Uma curiosidade inédita sobre Jonas

Para compreendermos o significado dos acontecimentos do livro de Jonas capítulo 3 é necessário saber que os ninivitas adoravam o deus-peixe, Dagom, parte humano e parte peixe. Eles acreditavam que ele tinha Leia Mais »

Afinal, quem é o cavaleiro branco de Apocalipse 6?

A adoração descrita em Apocalipse 4 e 5 é um preparativo para a ira descrita em Apocalipse 6 a 19. Pode parecer estranho adoração e julgamento andarem juntos, mas isso se deve Leia Mais »

Os Olhos de Moisés —-

O que a Bíblia diz acerca da saúde de Moisés, por ocasião de sua morte, é impressionante: “Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigor” (Dt 34.7). Algo semelhante só encontramos na declaração de Calebe, quando ele exige de Josué a posse da terra que o Senhor lhe prometeu, após espiá-la durante quarenta dias (cf. Nm 13.25; 14.24): “Eis, agora, o SENHOR me conservou em vida, como prometeu; quarenta e cinco anos há que o SENHOR falou esta palavra a Moisés, andando Israel ainda no deserto; e, já agora, sou de oitenta e cinco anos. Estou forte ainda hoje como no dia em que Moisés me enviou; qual era a minha força naquele dia, tal ainda agora para o combate, tanto para sair a ele como para voltar” (Js 14.10,11).

A diferença entre Calebe e Moisés é que este chegou aos cento e vinte anos sem que seus olhos se escurecessem, e em pleno vigor físico. Moisés é o único homem na Bíblia do qual é dito que chegou aos cento e vinte anos com a visão perfeita e sua força física inalterada. Contudo, uma observação se faz necessária. É que em outro lugar Moisés declara: “… Sou, hoje, da idade de cento e vinte anos. Já não posso sair e entrar…” (Dt 31.2). Observe que há uma aparente contradição em Deuteronômio 31.2 e 34.7. No primeiro texto Moisés diz que por causa da velhice ele já não podia sair e entrar. O segundo texto diz que não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigor. Isso pode ser facilmente resolvido quando entendemos que, para um homem de sua idade, Moisés reteve sua capacidade física de maneira admirável, ainda que já não fosse capaz de sair e entrar como antes. Mesmo na velhice Moisés era um homem de grande vigor. Mesmo na velhice Moisés enfrentou a morte triunfantemente e em plena posse de suas faculdades.[1]

Chamo sua atenção para a parte do texto de Deuteronômio 34.7 que diz: ”não se lhe escureceram os olhos”. Os oftalmologistas dizem que após os quarenta anos é praticamente impossível não perdermos um pouco da visão e, consequentemente, a utilização necessária de óculos. Se na época de Moisés existissem óculos, ele não precisaria usá-los com 120 anos de idade! Mas por que os olhos de Moisés não se escureceram?

A Bíblia fala constantemente de pessoas que na velhice tiveram a visão debilitada. Acerca de Isaque a Escritura relata: “Tendo-se envelhecido Isaque e já não podendo ver, porque os olhos se lhe enfraqueciam…” (Gn 27.1). A respeito do sacerdote Eli é dito: “Era Eli da idade de noventa e oito anos; os seus olhos tinham cegado, e já não podia ver” (1Sm 4.15). E Paulo já não era tão jovem quando escreveu aos gálatas: “Vede com que letras grandes vos escrevi de meu próprio punho” (Gl 6.11).

Moisés é o único personagem bíblico a ter sua boa visão destacada. “… não se lhe escureceram os olhos…”. E esse destaque não foi feito por acaso. Em Deuteronômio 34.1-4 está escrito: “Então, subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cume de Pisga, que está defronte de Jericó; e o SENHOR lhe mostrou toda a terra de Gileade até Dã; e todo o Naftali, e a terra de Efraim, e Manasses; e toda a terra de Judá até ao mar ocidental; e o Neguebe e a campina do vale de Jericó, a cidade das Palmeiras, até Zoar. Disse-lhe o SENHOR: Esta é a terra que, sob juramento, prometi a Abraão, a Isaque a Jacó, dizendo: à tua descendência a darei; eu te faço vê-la com os próprios olhos; porém não irás para lá” (cf. Nm 27.12-14; Dt 3.23-28; 32.48-52).

Notemos que o Senhor mostrou a Moisés, do cume de Pisga, toda a terra de Canaã. E acrescentou: “eu te faço vê-la com os próprios olhos”. A razão pela qual Deus preservou a visão de Moisés foi para que ele, mesmo de longe, pudesse contemplar a Terra Prometida.
Sabemos que Moisés e Arão não entraram na Terra Prometida porque pecaram contra Deus, conforme o relato de Números 20.2-13. Contudo, Deus permitiu que Moisés visse a terra de Canaã, não com o intuito de atormentá-lo e esmagá-lo de tristeza, como se quisesse dizer: “Está vendo o que você perdeu? Quem mandou pecar contra mim?”.

Muito pelo contrário. O que temos aqui é o Deus misericordioso concedendo ao seu servo a graça de, pelo menos, contemplar a nova terra. Algo que encheria o coração de Moises de paz e alegria na hora da morte. Contemplar a Terra Prometida foi o último presente de Deus ao seu amado servo Moisés antes de morrer. Além disso, existe aqui um simbolismo que não podemos olvidar. Moisés simboliza a lei que conduz o povo de Deus até certo limite. Josué, seu sucessor, tipifica Jesus Cristo que nos faz adentrar no descanso celestial. O autor aos Hebreus adverte: “Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, seguindo o mesmo exemplo de desobediência” (Hb 4.11).

Deus o (a) abençoe.

Rev. Josivaldo de França Pereira

[1] Cf. J. A. Thompson, Deuteronômio: introdução e comentário. Série Cultura Bíblica. São Paulo: Mundo Cristão/Vida Nova, 1985, p. 306.

Sobre o Concurso dos Livros.

Shalom!

Quero agradecer a todos os amados irmãos [as] que participaram do concurso referente ao meu novo livro. Foram mais de 40 participações.

Se o Eterno permitir, na próxima quarta-feira dia 26/05/2010, os nomes dos ganhadores serão anunciados neste blog.

Duas observações, quero fazer:

1º) Quase 40% dos irmãos erraram a resposta! Não foi o apóstolo Paulo, o escritor. O escritor da carta foi TÉRCIO – Leia Romanos 16.22. Atentando para o fato, que falei para prestarem atenção na pergunta que foi formulada.

2º) Ao estudarmos a Palavra, este livro magnífico, não podemos estudá-la superficialmente. A Bíblia é o livro dos livros, portanto, requer de nós a máxima atenção. Devemos tratá-la com muito amor, seriedade e compromisso.

Mais uma vez, agradeço a todos! E não esqueça: Tome cuidado com os detalhes da Bíblia. Como disse, John Owen:

“Nas Escrituras há vaus e profundezas. Vaus, onde o cordeiro pode passar, e profundidade, onde um elefante pode nadar”.

O uso da palavra “arrebatamento” no N.T

A Bíblia é um manancial. Um tesouro. Uma fonte. Um oceano. Quanto mais mergulhamos neste oceano, mais preciosidades acabamos por descobrir.

A palavra “arrebatamento” ?????? (harpazó), tirar a força, arrancar com violência, foi usada em 4 contextos diferente do Novo Testamento. O emprego variado da palavra lança luz sobre esse auspicioso evento que pode acontecer a qualquer momento.

Dr. Warren Wiersbe sugere quatro formas diferentes dessa palavra que lançam luz sobre o arrebatamento dos salvos.

1) Em primeiro lugar, foi usada no sentido de arrebatar pela força (Jo 6.15).

A multidão estava com o intuito de arrebatar Jesus para fazê-lo rei. Cristo nos arrebatará da terra. Nada nos deterá aqui. Nada nos prenderá a este mundo. Não hesitaremos como a mulher de Ló. Seremos arrancados como por uma força magnética. Seremos atraídos a Jesus pelo seu poder para encontrá-lo nos ares.

2) Em segundo lugar, foi usada no sentido de arrebatar rapidamente (At 8.39).

Filipe foi arrebatado rapidamente da presença do eunuco. Quando Cristo vier no ar, entre as nuvens, os mortos em Cristo ressuscitarão com corpos gloriosos e nós os que estivermos vivos seremos transformados e arrebatados rapidamente como num piscar de olhos (1 Co 15.52).

3) Em terceiro lugar, foi usada no sentido de arrebatar para um novo lugar (2 Co 12.3).

Paulo foi arrebatado da terra para o céu. Jesus foi preparar-nos um lugar (Jo 14.3). Quando ele vier, ele vai nos levar para a casa do Pai. Nós somos peregrinos aqui neste mundo. Nossa casa permanente não é aqui. Nossa pátria não está aqui. A nossa pátria está no céu (Fp 3.20,21).

4) Em quarto lugar, foi usada no sentido……… . Bom, vou deixar vocês com água na boca! Quem acertar o 4º sentido [1], ganhará um dvd de uma mensagem inédita, que por graça do Eterno eu preguei. Vamos lá! Vamos estudar, pesquisar, perscrutar, averiguar, mergulhar, na Palavra de Deus.

Nele, que nos arrebatará

Pr Marcelo de Oliveira

P.s>>> [1] Lembrando que deve ser citado o versículo e explicar o sentido (em que a palavra) foi usada.

Esta pergunta valerá somente até amanhã. Encerrá às 12h00 do sábado.

Enviar a resposta para o e-mail: evmarcello.olliver@gmail.com

A inversão sutil da Palavra de Deus

A serpente pergunta astutamente a Eva: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gn 3.1). Perceba que o diabo ampliou a única proibição divina, e reduziu suas extensas permissões. Onde Deus diz sim, o diabo diz não.

Veja que o que Deus diz neste texto é exatamente o contrário do que a serpente disse à Eva, observe:

“E o Senhor Deus lhe deu esta ordem: de toda árvore do jardim comerás livremente” (Gn 2.16,17).

Vejamos novamente a pergunta da serpente: “É assim que Deus disse: “não comereis de toda árvore do jardim?” Porém, Deus havia dito: “de toda árvore comereis”.

Por que Eva caiu na cilada da serpente? Observem a resposta da mulher: “do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais”.

A serpente conseguiu inocular na mente de Eva um engano, e quando ela vai conversar com a serpente torce a Palavra de Deus.

Vamos considerar alguns aspectos muito importantes no diálogo entre Eva e a serpente que nos mostrarão como a mulher foi seduzida pelo diabo.

Primeiro: Eva deixa de fora a palavra “livremente”. Veja que ela não citou esta palavra na conversa com a serpente (Gn 2.16)

Segundo: Ainda na mesma passagem observe que Eva não mencionou que Deus havia lhe dado uma ordem: “E o Senhor Deus lhe deu esta ordem”.

Terceiro: Eva se refere a Deus como “Elohim”, Deus todo poderoso, e não como Senhor Jeová ou Deus Senhor Jeová: “E o Senhor Deus Jeová Elohim” (Gn 2.16).

É desta forma que Eva se refere a Deus: “mas do fruto da árvore que está no meio do jardim disse “Elohim” (Gn 3.3)

O fato de Eva não ter pronunciado a expressão “Deus Senhor Jeová” é importante ser observado, porque o significado deste termo é “Deus da Aliança”, o que evidencia que naquele momento Eva havia perdido a perspectiva de que Deus era o Deus da Aliança em sua vida.

Por fim, Eva acrescenta a expressão: “não tocareis”, a qual Deus não usou. Eva continua seu diálogo cometendo distorções na Palavra de Deus, enfraquecendo a Sua ordem: “Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais” (v. 3).

O termo “para que não morrais” é empregado por Eva como uma possibilidade, que contraria o que realmente Deus disse ao homem: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”.

Eva transforma um fato numa possibilidade. Note que numa conversa tão curta ela tornou-se uma péssima intérprete e exegeta da Palavra.

Eva consegue transgredir a ordem de Deus quando distorce, acrescenta e muda o sentido da Palavra de Deus, e com isso deu abertura para que Satanás percebesse que ela estava próxima de uma grande e inevitável queda.

Sabe por que Satanás não conseguiu vencer a Jesus no deserto? Porque Jesus disse: “está escrito”, e assim, Ele quebrou todos os argumentos malignos de Satanás.

Então, Satanás citou o Salmo 91, e persistindo em tentar a Jesus, usou astutamente a Palavra, com esta frase “também está escrito”. Mas Satanás distorceu o que diz a Bíblia e tirou parte do Salmo 91.

O Senhor Jesus sempre citou a Bíblia na íntegra. Você deve ter cuidado ao citar a Bíblia, pois não temos autoridade de tirarmos ou acrescentarmos o que está escrito nela. Deus tem compromisso em cumprir a Sua Palavra, e não aquilo que os homens dizem!

Nele, a Palavra Eterna

“Quando você diz, aquilo que a Bíblia não diz, o inimigo lhe aplaudirá. Afinal, ele é um péssimo exegeta” Pr Marcelo Oliveira

O Espírito Santo na vida de Sansão e seus simbolismos

Jz 13. 24 Depois teve esta mulher um filho, a quem pôs o nome de Sansão; e o menino cresceu, e o Senhor o abençoou.

1. NASCEU – Símbolo da experiência do novo nascimento

2. CRESCEU – Aponta para a necessidade do crescimento, do desenvolvimento espiritual.

3. O SENHOR O ABENÇOOU – A benção de Deus, quando devidamente cultivada, conduz o cristão a um estágio de maturidade.

Jz 13.25 E o Espírito do Senhor começou a incitá-lo em Maané-Dã, entre Zorá e Estaol.

1. O ESPIRITO DO SENHOR – Embora muito distante de Sua plena atuação, reservada para a Dispensação da Graça, o Espírito Santo se manifestava ocasionalmente sobre algumas vidas.

2. COMEÇOU – Existe um dia em que o Espírito começa a atuar decisivamente em nossas vidas. Não podemos desprezar essa singular ocasião.

3. A IMPELIR – O Espírito atuou como força motriz na vida de Sansão. Foi assim também na vida dos crentes da Igreja Primitiva. Deve continuar a ser até a vinda de Cristo.

4. PARA O CAMPO – Jesus disse que devemos levantar nossos olhos e contemplar os campos que estão brancos para a ceifa, Jo 4.35.

5. DE DÃ – Dã significa juiz. A obra do Calvário nos permitiu alcançar plena justificação, decreta pelo Pai, o Juiz de toda a terra.

Jz 14. 6 Então o Espírito do Senhor se apossou dele, de modo que ele, sem ter coisa alguma na mão, despedaçou o leão como se fosse um cabrito. E não disse nem a seu pai nem a sua mãe o que tinha feito.

1. O ESPIRITO DO SENHOR SE APOSSOU DELE – Quantas vezes quisemos nos apoderar do Espírito Santo! Sempre resultou vão qualquer esforço. Esperemos que Ele se aposse de nós.

2. SEM TER COISA ALGUMA NA MÃO – evitemos superestimar aquilo que temos ou que somos, permitindo que toda a glória de nossa sucesso seja permanentemente atribuída ao Senhor.

3. DESPEDAÇOU O LEÃO COMO SE FOSSE UM CABRITO – Quando atuamos com nossas próprias forças, cada cabrito que enfrentamos parece um leão. Quando trabalhamos na força do Espírito, o leão não passa de um cabrito.

4. NÃO DISSE NEM A SEU PAI NEM A SUA MAE…– Salomão declarou que “a glória de Deus é encobrir o negócio”. Bem-aventurados aqueles que não tocam trombetas em torno de suas próprias realizações. “Louvem-te os lábios estranhos e não o teu próprio”.

Jz 14. 19 Então o Espírito do Senhor se apossou dele, de modo que desceu a Asquelom, matou trinta dos seus homens e, tomando as suas vestes, deu-as aos que declararam o enigma; e, ardendo em ira, subiu à casa de seu pai.

1. SE APOSSOU DELE – aqui temos a simbologia da renovação, quando a operação de Deus em nossa vida volta a acontecer “como no princípio”.

2. DE MODO QUE DESCEU A ASQUELOM – Devemos subir para nos encontrarmos com o Senhor e em seguida devemos descer, a fim de lutar contra o nosso inimigo.

3. MATOU TRINTA DE SEUS HOMENS – Precisamos aprender a partir de números modestos. Temos que subir a escada de Jacó. Temos que praticar bem, para que se agigantem nossas vitórias.

Jz 15. 14 Quando ele chegou a Leí, os filisteus lhe saíram ao encontro, jubilando. Então o [Espírito] do Senhor se apossou dele, e as cordas que lhe ligavam os braços se tornaram como fios de linho que estão queimados do fogo, e as suas amarraduras se desfizeram das suas mãos.

1. QUANDO CHEGOU A LEÍ OS FILISTEUS SAIRAM AO SEU ENCONTRO JUBILANDO . Constitui grave perigo desejar o aplauso do mundo. “Aqueles que querem viver piamente em Cristo padecerão perseguições.”. Um dia Deus permite que os inimigos zombem de nós, mas no dia seguinte Deus mesmo se rirá deles, através de nossa vitória.

2. O ESPIRITO SE APOSSOU DELE – Permita que a unção e a virtude do Espírito sejam normais em sua vida!

3. AS CORDAS QUE O ATAVAM FORAM ROMPIDAS – Deus aumente a nossa, a fim de crermos com confiança que TODAS as cordas que nos amarram (tristeza, ressentimento, displicência, desmotivação, etc., sejam totalmente rompidas.

4. AS AMARRADURAS FORAM DESFEITAS – Os homens de Leí planejaram a destruição de Sansão, mas ela não aconteceu porque o Espírito Santo esteve sobre ele. Que o mesmo Espírito desfaça todas as nossas amarraduras, para a glória de Deus.

Pr Geziel Nunes Gomes

Convite Especial – Imperdível!

Foto: Rev. Hernandes, sua esposa e o Pr Marcello em Vitória -ES

Shalom!

Amados leitores deste blog, quero convidar a todos os irmão, amigos a estarem conosco no dia 18/05/2010 às 19h30 h na AD Utinga, situada a Rua Laureano, 877 no Largo do Camilópólis em Utinga – Sto André.

Nesta oportunidade, estará pregando a Palavra de Deus, meu nobre amigo – Rev. Hernandes Dias Lopes (Pr da IPB de Vitória, Conferencista e escritor de 70 livros). Convide seus amigos, irmãos para juntos celebramos a Jesus, nosso Senhor e Salvador Eterno.

Não perca!

Dia 18/05/2010 – próxima terça-feira às 19h30 na AD Utinga em Santo André.

Se o Eterno permitir, estaremos lá! Você que acessa esse blog, gostaria de conhecê-lo pessoalmente nesta oportunidade.

Nele, Pr Marcello de Oliveira

Paulo, um pregador extraordinário

O apóstolo Paulo é, sem dúvida alguma, o maior evangelista, o maior teólogo, o maior missionário e o maior plantador de igrejas de toda a história do cristianismo. Milhares de estudos, teses, doutorados já foram realizados no mundo, por estudiosos e teólogos que pesquisam sua vida e obra.

Uma das facetas de seu profícuo ministério foi a pregação. Paulo, sem dúvida nenhuma, foi um pregador extraordinário. Combinava erudição, sem perder a unção. Nesta reflexão, veremos 3 características que fizeram de Paulo, depois de Jesus, o maior pregador da história do cristianismo:

1) A pregação de Paulo estava focada em glorificar a Cristo, e não a si próprio . “Tenho, pois, motivo de gloriar-me em Cristo Jesus nas coisas concernentes a Deus” (Rm 15.17)

Paulo não era um balão cheio de vento. Não se vangloriava de seu abrangente e extraordinário ministério. A exultação de Paulo é em Cristo, e não uma autoglorificação (1 Co 1.29-31; 2 Co 10.17). Paulo se gloriava em Cristo, e não em si mesmo; nas coisas concernentes a Deus, e não em suas próprias coisas.

Paulo nunca trabalhou para engrandecer seu próprio nome, pois tinha em mente propósitos mais elevados. Deseja glorificar a Cristo. Estão em total desacordo com o ensino bíblico aqueles que exaltam a si mesmos e constroem monumentos à sua própria glória. Toda glória dada ao homem é vazia, é vanglória, é idolatria.

2) Paulo foi um pregador extraordinário porque pregava aos ouvidos e aos olhos. “Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência, por palavras e por obras” (Rm 15.18).

A ênfase de Paulo não estava nas coisas que ele fazia para Cristo, mas nas coisas que Cristo fazia por intermédio dele. A obra é de Cristo, o poder vem de Cristo; Paulo é apenas o instrumento, e não o agente. Com clareza, Dr John Stott diz: “Cristo age, não com ele, mas por intermédio dele”.

O ministério de Paulo de conduzir os gentios à obediência realizou-se por palavras e obras. Ele pregava e fazia. Ele pregava aos ouvidos e também os olhos. Ou seja, ele pregava com graça e Deus operava sinais e maravilhas por seu intermédio. Deve existir uma profunda conexão entre o verbal e o visual, entre a palavra e a ação. O exemplo maior, é o próprio ministério de Cristo: ele fazia e ensinava (At 1.1).

Há de ressaltarmos que os gentios eram conduzidos à obediência. A salvação implica em transformação. É impossível receber a Cristo com Salvador sem se submeter a ele como Senhor. Paulo não pregava um evangelho barato e fácil em que bastava ‘crer’, porque Cristo não aceitará ser Salvador daqueles que se recusam a segui-lo como Senhor.

3) A pregação de Paulo era marcada por sinais e prodígios realizados pelo poder do Espírito Santo. “Por força de sinais e prodígios, pelo poder do Espírito Santo…” (Rm 15.19 a).

Paulo é um pregador “poderoso”. Seu poder não emana de si mesmo, vem de Deus. Sua força não vem de dentro, mas do alto. Seu apostolado é confirmado com sinais e prodígios (2 Co 12.12; At 13.6-12; 14.8-10; 16.16-18), os quais são operados mediante o poder do Espírito Santo.

Tanto os “sinais” e “prodígios”, são milagres, realizados sobrenaturalmente. Um milagre é chamado “prodígio” quando se dá ênfase no efeito exercido sobre o observador. Em contrapartida, quando o milagre aponta para fora de si mesmo e representa os atributos (poder, sabedoria, graça) daquele que o realiza, é chamado “sinal”.

Lembrando que os milagres não é o evangelho. Os milagres são “portas” que Deus abre para a pregação do evangelho. Os milagres têm como propósito conduzir os homens ao temor e à obediência a Deus. O evangelho de Marcos deixa isso bem claro (Mc 16.20). Lucas diz que o Senhor dava testemunho à Palavra de sua graça por sinais e milagres (At 14.3). Portanto, os milagres que buscam glorificar as criaturas, e não a Deus, e tratam de dar autoridade às mentiras, e não a Palavra de Deus, são do diabo.

Que Deus levante pregadores extraordinários, da envergadura de Paulo, cujo foco era a glória de Cristo, e não a sua própria glória. Amém!

Pr Marcelo

Bibliografia: Stott, John. Romanos. Ed ABU
Lopes, Hernandes Dias. Romanos. Ed. Hagnos
Hendriksen, William. Romanos. Ed. Cultura Cristã

Quando a teologia transforma-se em doxologia

A carta de Paulo aos Romanos é muito mais que simplesmente uma carta, é um tratado teológico. É o maior compêndio de teologia do Novo Testamento. É a epístola das epístolas, a mais importante e proeminente carta de Paulo. John Murray diz que a carta aos Romanos é uma exposição e uma defesa do evangelho da graça. Dr. F.F. Bruce que foi uma das maiores autoridades do mundo em N.T chama Romanos de “o evangelho segundo Paulo”.

Francis Schaffer diz que até pouco tempo o livro de Romanos era estudado em escolas de direito norte-americanas, a fim de ensinar aos estudantes a arte de tecer uma argumentação. Nenhum livro da Bíblia teve maior influência na história da igreja que a carta aos Romanos. Esta epístola, mais que qualquer outro livro da Bíblia, tem influenciado a história do mundo de forma extraordinária.

Foi por intermédio da sua leitura que Agostinho, o grande líder religioso e intelectual da África do Norte, professor de retórica em Milão, o maior expoente da igreja ocidental no período dos pais da igreja, foi convertido a Cristo em 386 d.C. Agostinho que viveu de forma devassa, entregue às paixões carnais, num certo dia, estava sentado no jardim de seu amigo Alípio, onde começou a chorar suas misérias. Ali sentado, ouviu uma criança cantar numa casa vizinha: Tolle, lege! Tolle, lege! (Pega e lê, Pega e lê). Ao tomar o manuscrito do amigo que estava ao lado, seus olhos caíram no texto de Romanos 13.13,14. A partir daquele momento, a vida de Agostinho nunca mais seria a mesma.

Poderia ainda falar, do monge agostiniano Martinho Lutero, que ao ler Romanos 1.17 saiu da escravidão espiritual e descobriu que o justo vive pela fé. Até então, Lutero vivia atormentado pela culpa. A justiça de Deus o esmagava e o levava ao desespero. O monge afligia sua alma com intérminas confissões ao vigário, no confessionário, flagelando seu corpo com castigos e penitências. Portanto, a epístola de Paulo aos Romanos, é de uma riqueza inexaurível, de uma teologia profunda, que nos leva à uma doxologia que nos faz contemplar quão grande é o nosso Deus!

Neste momento, você deve estar se perguntando: “Pr Marcelo, quando a teologia transforma-se em doxologia?”

1) Quando não separamos a teologia (nossa crença em Deus) da doxologia (nosso culto a Deus).

Perceba que neste parágrafo, o apóstolo Paulo passa da teologia para a doxologia, da doutrina para o louvor, do argumento para adoração. Paulo neste capitulo 11 de Romanos está tratando de um tema profundo que até hoje dividem os estudiosos: Qual será o futuro de Israel? Ele mostra por argumentos irrefutáveis, que o Eterno não desistiu de Israel, e tem um tempo escatológico, onde haverá a salvação do remanescente. Paulo mostrou que há uma plenitude tanto para Israel (Rm 11.12) como para os gentios (Rm 11.25). Somente quando estas duas “plenitudes” se fundirem em uma só é que se realizará a nova humanidade, constituída de um número incontável de remidos (Ap 7.9).

Devemos nos acautelar tanto de uma teologia sem devoção como de uma devoção sem teologia. Precisamos de luz na mente e fogo no coração. De nada vale, a mente cheia, e o coração vazio. Assim como, não adianta o coração cheio, e a mente vazia. Devemos buscar o equilíbrio!

2) O estudo da teologia deve levar-nos à compreensão de que Deus não pode ser domesticado, nem plenamente compreendido por nossa mente finita (Rm 11.33-35)


Paulo destaca aqui três preciosas verdades:

A) a profundidade da riqueza de Deus (Rm 11.33) – Paulo já havia falado sobre as riquezas de Deus (Rm 2.4; 9.23; 10.12). A idéia predominante é que a salvação é uma dádiva de Deus que enriquece imensamente aqueles a quem é concedida.

B) A inescrutável sabedoria de Deus (Rm 11.33) – Foi a sabedoria de Deus que planejou a salvação e foi sua riqueza que a concedeu. Os juízos de Deus não apenas são profundos, mas também insondáveis. Seres finitos como nós não podem penetrar nas profundezas de Deus. Somos finitos, diante da grandeza e sabedoria de Deus. Reconheçamos isto!

C) A absoluta independência de Deus (Rm 11.34,35) – A mente de Deus não pode ser exaurida pela mente finita dos homens. Não podemos tornar Deus mais sábio com nossos conselhos. Deus não depende de suas criaturas; nós é que dependemos Dele para nos ensinar e salvar.

Conclusão

Não podemos deixar que a teologia nos afaste de Deus. Precisamos aquecer nossos corações e reconhecermos que Deus é soberano. Precisamos nos encantar com sua presença. Nossa teologia só é verdadeira, quando transforma-se em doxologia. Paulo, o maior teólogo que o mundo conheceu, deixou este legado para nós!

Nele, Pr Marcelo Oliveira

Bibliografia: Wiersbe, Warren. Comentário Expositivo. Geográfica Editora
Stott, John. Romanos. Ed. ABU
Lopes, Hernandes Dias. Romanos. Ed. Hagnos
Bruce, F.F. Romanos: introdução e comentário, pág. 172

Dr. John Piper, pede liçença para cuidar da ……..

Shalom!

Ah, se todos pastores fizessem isto! Ah, se todos pastores que dizem: “Ninguém me tira daqui, só saio daqui quando morrer”, mirassem este exemplo e fossem reavaliar suas vidas, ministérios e famílias. Eles voltariam renovados, quebrantados, cheios de vida e do Espírito para um novo tempo.

A carta em que Piper anuncia seu afastamento deve suscitar em todos os pastores uma meditação profunda. Ei-la:

“Como muitos de vocês já haviam escutado no sermão dos dias 27 e 28 de março, os presbíteros amavelmente aprovaram no dia 22 de março um recesso ministerial que me levará a me ausentar-me da [igreja batista] Bethlehem a partir de 1º de maio até 31 de dezembro de 2010. Entendemos que seria útil poder explicar isso por meio de uma carta que acompanhasse este sermão.

Pedi aos presbíteros considerar esse recesso devido a um crescente sentir no meu interior de que minha alma, meu casamento, minha família e o padrão que tenho levado no ministério necessitam de uma revisão de parte do Espírito Santo. Por um lado, amo o meu Senhor, a minha esposa, os meus 5 filhos e suas famílias, primeiro e antes de tudo; e amo meu trabalho de pregar, escrever e conduzir a Bethlehem. Eu espero que o Senhor conceda-me pelo menos 5 anos como o pastor de pregação e de visão [planejamento ministerial] na Bethlelem.

Mas, por outro, vi algumas manifestações de orgulho na minha alma que, ainda que não tenham chegado ao nível de me desqualificar do ministério, entristecem-me profundamente e têm cobrado um alto preço na mina relação com [minha esposa] Noël e outros que são muito queridos para mim. Como posso me desculpar com vocês, não por algo em particular, senão por defeitos que são contínuos em meu caráter e em seus efeitos sobre os demais? Falarei disso agora, e não duvido que terei de dizer novamente, “perdoem-me”. Como não tenho um fato específico ao qual apontar, simplesmente peço por um espírito de perdão. Asseguro-lhes o mais [firmemente] que posso que não estou fazendo as pazes, senão que estou em guerra contra meus próprios pecados.Noël e eu estamos sólidos como uma rocha quanto ao nosso compromisso um com o outro, e não há uma pontinha sequer de infidelidade de nenhum dos dois lados. Mas, como disse aos presbíteros, “sólido como uma rocha” não é sempre uma metáfora que satisfaz emocionalmente, sobretudo a uma mulher. Uma rocha não é a melhor imagem da terna companhia de uma mulher. Em outras palavras, o precioso jardim do meu lar necessita ser cuidado. Eu quero dizer a Noël que ela é preciosa para mim de uma forma que, neste momento de nossos 41 anos de peregrinação, pode ser melhor dito ao retirar-me por um tempo de quase todos os compromissos públicos.

Nenhum casamento é uma ilha. Para nós isto é certo em dois sentidos. Um é que Noël e eu somos conhecidos tanto de dentro até a por fora por alguns amigos da Bethlehem – mais ainda por nossos colegas e amigos de há muito tempo, David e Karin Livingston, e logo por um grupo de mulheres confiáveis para Noël e de homens para mim. Prestamos contas, somos conhecidos, temos sido aconselhados e [eles] têm orado por nós. Eu estou profundamente agradecido pelo espírito de graça, transparência e confiança que existe entre a liderança da Bethlehem.

A outra forma em que nosso casamento não é uma ilha é que nossas fortalezas e debilidades têm sido conseqüências para os demais. Ninguém em nosso círculo familiar e de amigos permaneceu sem ser afetado por nossos defeitos. É minha oração que este recesso possa chegar a ser de sanidade a começar pelo interior da minha alma, por meio do coração de Noël, até alcançar a nossos filhos e respectivas famílias, e até todos aqueles que têm sido ferido pelos meus erros.

A diferença entre este retiro e o [retiro] sabático que fiz há 4 anos [2006] é que escrevi um livro durante este sabático (“Mandamentos de Jesus para o Mundo”). Em 30 anos, nunca deixei a paixão de ser produtivo publicamente. Neste retiro, tenho a intenção de deixar tudo. Não escreverei livros. Não haverá preparação de sermões ou pregações. Não escreverei nos blogs. Nem no Twitter. Não haverá artigos. Não haverá reportagens. Existe só uma exceção neste caso – o fim de semana dedicado à Conferência Nacional do Desiring God [Desejando Deus] com a inauguração do Bethlehem College and Seminary em outubro próximo. Noël pensou que eu devia manter três dos compromissos internacionais. Nossa motivação é que ela poderia acompanhar-me nisso, e se planejarmos bem, essas poderiam ser ocasiões especiais para refrigério juntos.

Os presbíteros designaram a um grupo que se mantenha em contato comigo e aos quais eu possa prestar contar durante este recesso. Eles são David Mathis, Jon Bloom, Tom Steller, Sam Crabtree, Jon Grano, Tim Held, Tony Campagna, e Kurt Elting-Ballard. Cinco deles caminharam junto de Noël e de mim pelos últimos 2 meses, ajudando-nos a discernir com sabedoria o alcance e a natureza deste retiro. Eles foram quem levaram a recomendação final aos demais presbíteros no dia 22 de março.

Pedi aos presbíteros que não me remunerassem durante o recesso. Não sinto que se deva pagar. Eu sei que estou causando mais trabalho para muitas pessoas, por isso peço desculpa a todo o grupo da liderança. Não só isso, mas outros também poderiam ter um tempo similar. Muitos dos homens e mulheres que trabalham não têm a liberdade de dar-se um recesso como esse. Os presbíteros não aceitaram o meu pedido [de não receber sustento]. Noël e eu estamos profundamente agradecidos por essa manifestação de amor. Estaremos buscando direção do Senhor para ver de que forma podemos retribuir à igreja este suporte financeiro que nos ofereceram para, de alguma maneira, aliviar a ca
rga.

Pessoalmente, vejo esses próximos meses como uma espécie de recomeço do que espero que sejam os 5 anos mais humildes, felizes e frutíferos dos 35 anos que estamos em Bethlehem e dos 46 de casamento. Vocês podem me acompanhar em oração por esse propósito? E vocês podem permanecer junto a sua igreja (Bethlehem) com todas suas forças? Que Deus faça desses 8 meses os melhores que Bethlehem já tenha conhecido. Seria algo que Deus faria: o fazer as coisas mais extraordinárias do mundo quando não estiver aqui. “Assim que nem o que planta nem o que rega é algo, senão Deus que dá o crescimento.”(I Coríntios 3.7)
Eu amo vocês e prometo orar por vocês todos os dias.

Pastor John

extraído do excelente site: http://www.prazerdapalavra.com.br/

O selo do Espírito Santo –

Neste parágrafo, o apóstolo Paulo move-se da eternidade passada (Ef. 1.4-6), onde explica a doutrina da eleição de Deus em Cristo, da história passada (Ef. 1.7-12) para a experiência e expectativa futura dos crentes (Ef. 1.13,14). O apóstolo Paulo destaca duas bênçãos gloriosas procedentes do Espírito Santo: selo e garantia:

1) Temos o selo do Espírito Santo (Ef. 1.13)

“Nele, também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. Paulo é enfático: O Espírito Santo selou-nos. O processo da salvação é ensinado nesse versículo. Ele mostra como um pecador torna-se santo: ele ouve o evangelho da salvação, como Cristo morreu pelos seus pecados e ressuscitou; ele crê com a fé que traz a salvação e, depois, é selado com o Espírito Santo. Nós recebemos o Espírito imediatamente após confiar em Cristo, como nosso Senhor e Salvador.

O que representa o selo do Espírito? William Hendriksen, ilustre escritor reformado, fala das três funções do selo: garantir o caráter autêntico de um documento (Et 3.12), marcar uma propriedade (Ct 8.6) e proteger contra violação e dano (Mt 27.66).

Dr. Warren Wiersbe, amplia esta idéia falando sobre quatro aspectos da selagem do Espírito, como veremos a seguir:

O selo fala de uma transação comercial consumada.

Até hoje, quando documentos legais importantes são tramitados, recebem um selo oficial para indicar a conclusão da transação. Jesus consumou sua obra de redenção na cruz. Ele comprou-nos com seu sangue. Somos propriedade exclusiva dele. Portanto, fomos selados como garantia dessa transação final. Os compradores de madeira em Éfeso colocavam o selo na madeira e, depois, enviavam seus mercadores para buscá-la.

O selo fala de um direito de posse.

No mundo antigo, o selo representava o símbolo pessoal do proprietário ou do remetente de alguma coisa importante, por isso, tal como numa carta, distinguia o que era verdadeiro do que era espúrio. Era também a garantia de que o objeto selado havia sido transportado intacto. Deus pôs o seu selo sobre nós porque nos comprou para sermos sua propriedade exclusiva (1 Co 6.19,20; 1 Pe 2.9). John Stott diz que o selo é uma marca de possessão e autenticidade.

O gado e até mesmo os escravos eram marcados com um selo por seus donos a fim de indicar a quem pertenciam. Mas tais selos eram externos, ao passo que o de Deus está no coração. Deus põe seu Espírito no interior de seu povo a fim de marcá-lo como sua propriedade.

O selo fala de segurança e proteção

O selo romano sobre a tumba de Jesus era a garantia de que ele não seria violado (Mt 27.62-66). Assim o crente pertence a Deus. O Espírito foi-nos dado para estar sempre conosco. Ele somente nos deixará se pecarmos e apostatarmos da fé.

O selo fala de autenticidade

O selo, bem como a assinatura do dono, atesta a genuinidade do documento. O apóstolo Paulo diz: “Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo” (Rm 8.9).

Em segundo lugar, temos a garantia do Espírito Santo (Ef. 1.14).

“Que é a garantia da nossa herança, para a redenção da propriedade de Deus, para o louvor da sua glória”. O apóstolo Paulo também falou do Espírito Santo como garantia. O Espírito nos foi dado como garantia. A palavra grega ??????? (arrabon), de origem hebraica, entrou no uso da língua grega provavelmente por intermédio dos fenícios.

Dr. William Barclay diz que, no grego clássico, ??????? – significava o sinal em dinheiro que um comerciante tinha de depositar com antecedência ao fechar um contrato, dinheiro que perderia casa a operação não se concretizasse.

Portanto, a palavra garantia, representa a primeira parcela de um pagamento, a garantia de que o pagamento integral será efetuado. O Espírito Santo é o primeiro pagamento que garante aos filhos de Deus que Ele terminará sua obra em nós, levando-nos para a glória (Rm 8.18-23; 1 Jo 3.1-3).

A experiência do Espírito Santo que temos neste mundo é uma antecipação das alegrias e bênçãos do céu. Assim, a garantia, ou primeira parcela, é a comprovação da glória por vir, glória que não se manifestará apenas quando a alma e o corpo se separarem, mas também, e especialmente, na grande consumação de todas as coisas, na segunda vida de Cristo.

Nele, que é o nosso ???????

Pr Marcello Oliveira

Bibliografia: Wiersbe, Warren. Comentário Expositivo. Geográfica Editora
Hendriksen, William. Efésios. Editora Cultura Cristã
Lopes, Hernandes Dias. Efésios. Editora Hagnos