Pr Walter Brunelli lançará Teologia Sistemática Pentecostal

SHALOM! É com grande alegria que comunico os nobres leitores deste blog, que meu amigo Pr. Walter Brunelli,  lançará uma Teologia para Pentecostais, (Uma Teologia Sistemática e Expandida).  Uma obra que vem Leia Mais »

Pérolas da carta de Paulo à Filemon

A carta de Paulo a Filemon é a mais breve entre as cartas que formam a coletânea paulina e consiste apenas em 335 palavras no grego original. É pequeno no tamanho e Leia Mais »

Onesíforo, um bálsamo na vida de Paulo

Paulo havia exortado Timóteo a guardar o evangelho, pois diante da perseguição, muitos cristãos abandonariam o evangelho. Ao longo de 2º Timóteo, Paulo encoraja Timóteo a não se envergonhar do evangelho nesse Leia Mais »

Uma curiosidade inédita sobre Jonas

Para compreendermos o significado dos acontecimentos do livro de Jonas capítulo 3 é necessário saber que os ninivitas adoravam o deus-peixe, Dagom, parte humano e parte peixe. Eles acreditavam que ele tinha Leia Mais »

Afinal, quem é o cavaleiro branco de Apocalipse 6?

A adoração descrita em Apocalipse 4 e 5 é um preparativo para a ira descrita em Apocalipse 6 a 19. Pode parecer estranho adoração e julgamento andarem juntos, mas isso se deve Leia Mais »

As 4 espécies – 4 tipos de judeus

A Torá ordena o judeu na Festa dos Tabernáculos (Sucót) a sair de sua casa para morar em uma cabana. Além disso, os judeus devem cumprir outro mandamento muito importante: dentro da Sucá (cabana), devem segurar quatro espécies diferentes de plantas que crescem em Israel.

“E no primeiro dia tomarei para vós ramos de árvores formosas (Etróg – Cidra), folhas de palmeira (Luláv), ramos de árvores frondosas (Hadás – Murta) e salgueiros de ribeiras (Aravá – Salgueiro); e vos alegrareis perante o Senhor por sete dias (Lv 23.40)”.  grifo nosso

Segundo a rica cultura judaica os diferentes tipos de árvores representam os tipos de judeus e conseqüentemente os tipos de cristãos que existem. Os rabinos explicam que as pessoas que se assemelham ao Etróg (cidra) possuem sabor e fragrância. Ou seja, elas se preocupam em estudar as Escrituras (sabor) bem como colocam em prática aquilo que aprenderam (fragrância).

Já as pessoas que se preocupam apenas em estudar a Torá, mas não dão importância para a prática do estudo, são comparadas ao Luláv (Palmeira), que possui sabor, mas não exala a fragrância.

O Hadás (Murta) é comparada a pessoa que se esforça para praticar as Escrituras, todavia não deseja se aprofundar no Estudo das Escrituras. Sendo assim, ela tem fragrância, mas não tem sabor (Escritura).

Finalmente, existe o Aravá (Salgueiro), que não possui sabor nem fragrância, ou seja, esta pessoa não se preocupa em estudar as Escrituras nem tão pouco praticá-la.

Aprofundando neste elucidativo artigo, os rabinos aludiram que cada espécie, também pode representar uma parte do nosso corpo. O etróg (Cidra) é como o coração – O Eterno busca em nós um coração puro e sincero (Cf. Sl 51.10). O Luláv é como a espinha dorsal – responsável por nos manter de pé e em movimento, assim como a Palavra de Deus provê a estabilidade para as nossas vidas (cf. Is 33.6).

O Hadás (Murta) é como os olhos – devemos vigiar com nossos olhos, pois eles são a lâmpada do corpo (cf. Mt 6.22,23). O Aravá (salgueiro) são como nossos lábios – devemos vigiar em nossas palavras e pedirmos ao Eterno que santifique nossos lábios como fez com Isaías (cf. Pv 10.31; 13.3; Lc 6.45; Ef 4.29).

Na entrada triunfal de Yeshua em Jerusalém vemos o povo proclamando-o como rei, agitando ramos de árvores formosas! (Mt 21.8).

Prezado leitor [a], a quem você se assemelha:

  • Ao Etróg –  que tem sabor (Escritura)  e fragrância (prática)
  • Ao Luláv – que tem sabor, mas não tem fragrância
  • Ao Hadás – que não tem sabor, mas tem fragrância
  • Ao Aravá – que não tem nem sabor nem fragrância

Nele, que é a Palavra e viveu de forma tão prática que nos inspirou a imitar seu exemplo,

Pr Marcelo de Oliveira

Você tem comichão no ouvido?

Este capítulo tem sido denominado o testamento do apóstolo Paulo. O apóstolo está transmitindo suas últimas palavras. Aconselha como um verdadeiro pai, seu filho na fé, Timóteo. Ao lermos os capítulos anteriores percebemos que Timóteo era tímido por natureza e que os tempos em que ele vivia e trabalhava eram desfavoráveis. Imagine como Timóteo deve ter estremecido ao ler a solene exortação do apóstolo para continuar pregando a Palavra. A tentação de recuar diante de tal responsabilidade (1 Tm 4.1,2) bem que poderia acontecer. Por isso além de dar uma ordem, Paulo inclui incentivos. Pede que Timóteo olhe a três direções: primeiro para Jesus Cristo, o juiz e rei que retorna; em segundo lugar, ao cenário contemporâneo; e, em terceiro, a ele, Paulo, o idoso prisioneiro à beira do martírio. O cenário contemporâneo – Notemos a palavra “pois” com que se inicia esta parágrafo. Paulo fornece uma segunda base, sobre a qual apóia sua exortação. Antes da vinda de Cristo (vs 1), haverá dias negros e difíceis. Embora pareça estar prevendo que a situação piorará, é evidente, partindo do que ele havia escrito, que para Timóteo tal tempo já começara. Como são esses tempos? Uma característica ele destaca é que as pessoas não podem suportar a verdade. Paulo expressa isso negativamente e positivamente, e declara isso duas vezes: “não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo suas próprias cobiças” (v. 3). E se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fabulas” (v. 4).  Em outras palavras, tais pessoas não podem suportar a verdade e recusam-se a ouvi-la, buscando, então, mestres que adaptem suas fantasias especulativas, nas quais estão determinados a andar. Tudo isso tem a ver com os ouvidos daquelas pessoas, ouvidos que são mencionados duas vezes. Elas sofrem de uma condição patológica peculiar, conhecida como “coceira nos ouvidos”, ou “fome por novidades”. Tal expressão é uma figura de linguagem para aquele tipo de curiosidade que está ávido por saber casos picantes e interessantes. Além disso, esta coceira é abrandada pelas mensagens dos novos mestres. Na prática, o que tais pessoas fazem é fechar os ouvidos à verdade (cf. At 7.57)  e abri-los a qualquer mestre que alivie sua coceira, coçando-a. Notemos que o que rejeitam é a “sã doutrina” (v.3) ou “a verdade” (v.4), e o que preferem são “as suas próprias cobiças” (v.3) ou “fábulas” (v.4). Desse modo, substituem a revelação divina por suas fantasias. O critério pelo qual julgam os mestres não é (como deveria ser) a Palavra de Deus, mas o seu próprio gosto subjetivo. Ainda mais, não ouvem primeiro para depois decidir se o que ouviram é verdade; primeiro decidem o que querem ouvir e depois escolhem mestres que são obrigados a manter o padrão por eles exigido. Como o jovem Timóteo deve reagir a isto? Deveria ele ficar em silêncio? Se os homens não podem suportar a verdade e não querem ouvi-la, não seria mais prudente ele abandonar o ministério? Paulo, porém, chega a uma conclusão diferente, aqui ele usa pela terceira vez dois pequenos monossílabos “Tu, porém”. Ordena a Timóteo que seja diferente, não se deixando influenciar pela moda prevalecente. Como Timóteo deve enfrentar estes tempos? Paulo dá  quatro ordens para seu filho na fé, a saber: 1)    Por serem pessoas instáveis de mente e conduta, Timóteo deverá acima de tudo ser “sóbrio”. A palavra nepho significa estar sóbrio e, figuradamente, “livre de qualquer forma de embriagues mental e espiritual” sendo, pois, “bem equilibrado, autocontrolado”. Quando homens e mulheres se intoxicam com heresias inebriantes e novidades reluzentes, os ministros devem permanecer calmos e sensatos. 2) Mesmo que o povo não queira dar ouvidos ao seu bom ensino, Timóteo deve persistir em ensinar, predispondo-se a suportar aflições, por causa da verdade que ele se recusa a comprometer. Sempre que a fé bíblica se torna impopular, os ministros são altamente tentados a mudar aqueles elementos que promovem a maior ofensa. 3)    Timóteo deve fazer o “trabalho de um evangelista”, porque o povo é desgraçadamente ignorante a respeito do verdadeiro evangelho. Era como se Paulo estivesse ordenando a Timóteo: “Faze da pregação do evangelho a obra da tua vida”. O evangelho não deve somente ser preservado das distorções; ele deve ser propagado! 4) Mesmo que as pessoas abandonem o ministério de Timóteo em favor de mestres que lhes cocem as idéias fantasiosas, Timóteo deve cumprir o seu ministério. Este é o mesmo verbo que aparece na passagem onde Paulo e Barnabé cumpriam a obra de assistência em Jerusalém (At 12.35). Assim também Timóteo deve perseverar, até que sua tarefa esteja cumprida. E você prezado leitor [a] tem algum comichão no ouvido?  Há muitos “comichões” espalhados em nossas igrejas: teologia da prosperidade, teologia da abertura (open theism), maldição hereditária, sessão do descarrego, rosas ungidas, e toda estas parafernálias que desviam o povo de conhecerem ao único e verdadeiro Deus. Nele, que nos chama a andarmos na verdade, pois Ele é a Verdade, Sua Palavra é a Verdade, e o Espírito nos guia a toda verdade Pr Marcelo Oliveira www.davarelohim.com.br Bibliografia:  STOTT, John. A Mensagem de 2 Timóteo. Ed. ABU HENDRIKSEN, William. 1Timóteo, 2 Timóteo e Tito. Ed. Cultura Cristã

[18/8] Promoção no Twitter do Livro “Reflexões sobre a vida de Paulo” Participe!

Shalom meus irmãos!

Estamos sorteando o nosso mais novo livro “Reflexões sobre a vida de Paulo” participe!

As Regras são simples, basta você tuitar o seguinte texto;

Eu quero ganhar o livro “Reflexões sobre a vida de Paulo” ? ==> http://migre.me/15Hxs por @davarelohim dê um #RT

E você já estara participando!

às 17hs de hoje [18/8] estaremos fazendo o sorteio pelo http://sorteie.me/

Shalom!

Novo Endereço do Blog do Pr Marcello

Shalom!

Comunico a todos os leitores, amigos e seguidores deste blog, que estamos mudando para um novo endereço, com dominio próprio e ancorada numa nova plataforma.

Neste novo endereço o leitor terá uma melhor leitura, mais velocidade, as urls amigáveis. Estamos tentando da melhor forma possível atender o leitor e profissionalizar o nosso espaço. Peço a todos que divulguem e orem por nós!

O novo endereço é: www.davarelohim.com.br

Nele e para a glória Dele

Pr Marcelo Oliveira

Afinal, quem é a Rosa de Saron ?

Infelizmente vivemos numa geração analfabeta de Bíblia. Os crentes querem sentir, não pensar. Querem sentir arrepios e não estudarem a Bíblia com dedicação. Tudo o que é falado em nome de Deus, estas pessoas aceitam.

Muito se tem falado no meio evangélico a respeito da famosa “Rosa de Saron”. Em quase toda igreja tem um conjunto ou um grupo denominado “Rosa de Saron”. Na maioria das vezes as pessoas tem em mente que a Rosa de Saron seja uma referência a pessoa de Jesus. Pregadores no êxtase da mensagem dizem: Jesus é a Rosa-a-a-a- de Saron, aleluia!

Portanto, estamos diante de uma pergunta intrigante: “ Afinal quem é a Rosa de Saron”?

Antes de respondermos a questão acima, se faz necessário exortar a todos os leitores da Bíblia, que devemos ler a Bíblia com a máxima atenção, analisando os pontos, as vírgulas etc. Não podemos ler a Bíblia como se tivéssemos lendo um jornal, uma revista ou um periódico. Na verdade a falta de leitura com atenção, é a causa da difusão de tantas “doutrinas” perniciosas no seio da igreja. Se os membros das igrejas se dedicassem mais à leitura do texto sagrado, com certeza, não seriam tão facilmente enganados e nem participariam de “estórias” chamadas bíblicas.

No capítulo 2 de Cantares de Salomão, basta um simples exame do livro, usando a versão ARA (Almeida Revista e Atualizada) para dissipar de uma vez por todas esta suposta contradição. Nesta versão encontramos um título que indica quem está falando; ora a esposa, ora o esposo, ora as filhas de Jerusalém. No texto de Cantares 2.1, encontramos em cima da fala o nome: “esposa” e ela diz:

“Eu sou a rosa de Saron” no hebraico: Ani Havatselet há Sharon

Se ainda pairasse dúvida quanto a afirmação ser do amado ou da amada, o texto original decide a questão quando se observa que as terminações das palavras são as do feminino. A letra Tav no final da palavra indica feminino.

Saron – o local onde brota o Havatselet

Não podemos falar do havatselet sem falar de Saron, a planície onde ela nasce, floresce e fenece. A palavra “Saron” no hebraico é “Sharon” que significa: plano, planície.

Sharon é assim denominada a área fértil e úmida da região. A planície costeira de Israel é chamada de Sharon. Os sábios judeus comparam os justos às rosas do vale, que são as mais belas de sua espécie. Elas mantêm o frescor dos vales úmidos. Enquanto isso, os “reshaim” (perversos) são semelhantes às rosas das montanhas, que pouco duram porque secam sob a inclemência da natureza, esvoaçando depois como o vento faz o debulho.

A rosa requer bastante claridade, o que ela obtém nas planícies do Sharon. Os largos espaços são ideais para que sua fragrância se espalhe.

O gado de Davi pastava em Sharon, sob o comando de Sitrai, o saronita (1 Cr 27.29).

As características do Havatselet e sua aplicação

a sua cor era vermelho-vinho – A igreja entende o sacrifício de Jesus e reconhece que foi pelo sangue do Cordeiro que ela foi salva

suas flores eram perfumadas – O viajante podia sentir a fragrância de muito longe, ou seja, cada cristão deve ser o bom perfume de Cristo, o bom cheiro do Evangelho

tinha 6 pétalas – A igreja por mais abençoada que seja, sabe que é composta por homens. O número 6 na Bíblia é o numero do homem.

Conclusão: A “Rosa de Saron” é a figura da Igreja e não do Senhor Jesus!


Nele e por Ele, Pr Marcelo Oliveira

Bibliografia: Wasserman, Adolpho. Cântico dos Cânticos. Ed. Maayanot
Kaiser, Hilmar E.S. Eller. O Havatselet de Saron. Apostila do CCBB.

A Língua Portuguesa agradece (e nossos ouvidos também!)*


Nunca diga

– Menas (sempre menos)

– Iorgute ( Iogurte)
– Mortandela (Mortadela)
– Mendingo ( Mendigo)
– Cardaço ( Cadarço)
– Asterístico ( Asterisco)
– Meia cansada = Meio cansada

– Di menor/ Di maior: é simplesmente Maior ou menor de idade


A casa é GEMINADA (latim geminare: duplicar). E não germinada: que vem de germinar, nascer, brotar.

E agora, o horror divulgado pelo pessoal do telemarketing:

Não É :

“Eu vou estar mandando”
“Vou estar passando”
“Vou estar verificando”

E Sim:

Eu vou mandar

vou passar

vou verificar

Não é: “Com quem você quer estar falando?

>>>> Com quem você quer falar? Muito mais simples, elegante e correto.

Por último elimine do seu vocabulário os “malditos”: Seje e Esteje (estas palavras não existem!)

Voto de Minerva

Na mitologia grega, Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado de tê-la assassinado. No julgamento havia empate entre os jurados, cabendo à deusa Minerva, da Sabedoria, o voto decisivo.

O réu foi absolvido e o voto de Minerva, é, portanto, o voto decisivo.

Abraços, Pr Marcelo Oliveira
P.s>>> * Matéria recebida por e-mail e compartilhada por entender a sua relevância para nossos dias.

Os mascates do Evangelho

“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a Palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2 Co 2.17)
Neste texto, Paulo está denunciando os falsos apóstolos que estavam entrando na igreja de Corinto pregando um falso evangelho, com um falso comissionamento e com uma falsa motivação. Esses obreiros fraudulentos eram mascates da religião. Eles não tinham compromisso com Deus, com sua Palavra nem com seu povo; visavam apenas o lucro. Faziam da religião um instrumento para se abastar.

Estes falsos apóstolos faziam da igreja uma empresa: do evangelho um produto; do púlpito um balcão, e dos crentes, verdadeiros consumidores das bênçãos de Deus.

Este texto nos mostra algumas verdades, a saber:

1) Como não se deve pregar o evangelho (2 Co 2.17) – “Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a Palavra de Deus […]”. A palavra grega usada por Paulo, ???????????? (kapeléuo) – significa mercadejar, mascatear, lucrar comum negócio.

A palavra , ???????????? (kapeléuo) é usada na Septuaginta, em Isaías 1.22 para aqueles que misturavam vinho com água a fim de enganar os compradores. Esta palavra é usada também por Platão para condenar os pseudofilósofos. A palavra refere-se àqueles que mascateiam ou mercadejam com a Palavra de Deus para benefício próprio. Esta palavra pode ser traduzida também por “adulterar”, uma vez que no original ela vem da mescla fraudulenta dos licores.

Infelizmente, estamos assistindo com profundo senso de vergonha, um vexatório comércio das coisas sagradas. Muitos pastores gananciosos, sem qualquer pudor, sem qualquer temor, diluem a mensagem do evangelho, torcem a verdade e pregam apenas sobre prosperidade, libertação, curas e milagres, sonegando ao povo a verdadeira mensagem da cruz e, fazendo isto, assaltam o bolso de crentes incautos para se enriquecerem.

Esta imagem descrita acima, possui duas idéias. A primeira diz respeito aos motivos dos falsos obreiros; eles fazem do apostolado um negócio para obter ganhos pessoais. A segunda implica no método; eles adulteram o evangelho, como exigências mais palatáveis e perspectivas limitadas, com a finalidade de atender aos seus próprios interesses.

2) Como se deve pregar o evangelho (2 Co 2.17 b) – “[…] antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus”. Há neste trecho, três verdades a serem destacadas.

a procedência da mensagem – Paulo não fala de si mesmo, em seu próprio nome, mas fala da parte do próprio Deus. Paulo não é a fonte da mensagem, mas o canal dela. Ele não gera a mensagem, mas a transmite. Ele não é dono da mensagem, mas servo dela. O pregador é um embaixador. Ele representa seu país e fala da parte e em nome do governo que o comissionou. Quando o embaixador deixa de representar seu governo e começa a falar o que pensa, é sumariamente demitido. Do mesmo modo, Paulo era obrigado a proclamar a própria Palavra de Deus com irrestrita fidelidade.

O método da mensagem – Paulo fala em Cristo, na presença de Deus. Ele não usa malabarismos e subterfúgios para enganar as pessoas. Ele é íntegro na mensagem e também nos métodos. Ele prega uma mensagem que vem de Deus e a apresenta na presença de Deus. Não basta ser aprovado pelos homens, importa ter a aprovação de Deus.

A motivação do mensageiro – Paulo fala na presença de Deus com sinceridade. A palavra sinceridade refere-se a examinar algo à luz do sol. Significa falar com integridade e fidelidade. Os mascates da religião careciam tanto de sinceridade humana como de autoridade divina. A mensagem de Paulo, porém, é divina; seu método transparente e sua motivação é santa. Ele não prega para auferir lucro, mas para manifestar a fragrância do conhecimento de Deus. O seu coração não é governado pela ganância, mas pela sinceridade.

Nele, que nos chama a pregar com fidelidade e integridade

Pr Marcelo Oliveira

Bibliografia: Kistemaker, Simon. 2 Coríntios. Ed. Cultura Cristã – 2006
Lopes, Hernandes Dias. 2 Coríntios. Ed. Hagnos -2008
Rienecker, Fritz e Rogers Cleon. Chave linguistica do N.T – Ed. Vida Nova

Arqueólogos descobrem templo filisteu na cidade de Golias

Arqueólogos em Israel, recentemente, descobriram um templo filisteu no local onde teria sido a cidade natal do gigante guerreiro Golias.

As ruínas do templo estão localizados na antiga cidade de Gate e remonta ao século 10 a.C., de acordo com o Prof. Aren Maeir do Departamento Martin de Estudos e Arqueologia das Terras de Israel da Universidade Bar Illan. O templo descoberto tem uma imagem arquitetônica semelhante ao descrito na história bíblica de Sansão, que derrubou o templo do filisteu Dagon sobre si mesmo.
“Nós não estamos dizendo que este é o mesmo templo onde a história de Sansão ocorreu ou mesmo que a história não ocorreu,” disse Maeir, que dirigiu a escavação no local durante os últimos 13 anos, ao The Jerusalem Post, na semana passada. “Mas isso nos dá uma boa idéia de que a imagem de qualquer um que tenha escrito a história, teria sido de um templo filisteu.”
Este é o primeiro templo filisteu encontrado em Gate.
Além da descoberta do templo, a equipe também encontrou provas de um grande terremoto do século 8 a.C. que poderia ser o terremoto mencionado nos livros de Isaías e Amós.
“Se os sismólogos estão certos, um terremoto de 8 graus na escala Richter teria nivelado uma grande cidade,” disse Maeir. “A intensidade da energia necessária para mover as paredes parecem ter sido de algo muito poderoso.”
“O que temos aqui é uma prova muito forte de um terremoto dramático, um acontecimento natural, que deixou uma impressão muito significativa sobre os profetas bíblicos do tempo.”
Maeir e sua equipe internacional descobriram no templo na antiga ruína, montagens de Tel
Tzafit National Park, na planície costeira do sul.
Por Ethan Cole (Christian Post Reporter)
Nele, que disse que as pedras iam clamar
Pr Marcelo Oliveira

O Soldado, O Atleta e o Lavrador – 2 Tm

No capítulo 2 de Timóteo, Paulo faz uso de três metáforas: o soldado, o atleta, e o lavrador. Aqui todas elas enfatizam que a obra de Timóteo exigirá vigor, envolvendo tanto labuta quanto sofrimento.

O Soldado dedicado (2Tm 2.3,4).
As experiências como prisioneiro deram a Paulo ampla oportunidade de observar os soldados romanos e de meditar no paralelo existente entre o soldado e o cristão. Mas aqui o bom soldado de Jesus Cristo é assim chamado por ser um homem dedicado, que mostra sua dedicação por se achar sempre disposto a sofrer e estando permanentemente em guarda.
Os soldados em serviço não contam com segurança e facilidade. Pelo contrário, dureza, riscos e sofrimento são aceitos sem contestação. É como Tertuliano expressou em seu livro Address to Martyrs (Palavra aos Mártires): “Nenhum soldado vai à guerra cercado de luxúrias, nem vai à batalha deixando um quarto confortável, mas sim uma tenda estreita e provisória, em que há muita dureza, severidade e desconforto”.
O Atleta sujeito às regras (2Tm 2.5).
Agora Paulo desvia os seus olhos da imagem do soldado romano para a do competidor nos jogos gregos. Em nenhuma competição atlética do mundo antigo (assim como hoje também) o competidor dava uma demonstração de força ou de habilidade ao acaso. Cada esporte tinha as suas regras para a competição, e às vezes também para o treino preparatório. Cada prova também tinha o seu prêmio, e os prêmios conferidos aos jogos gregos não eram medalhas de ouro ou troféus de prata, e sim coroas de louro.
Contudo, nenhum atleta era “coroado” se não tivesse competido “de acordo com as regras”, mesmo que o seu desempenho tivesse sido brilhante. “Fora do regulamento não há prêmio”, essa era a palavra de ordem!A vida cristã é geralmente comparada, no Novo Testamento, a uma corrida, não no sentido de estarmos competindo uns com os outros (conquanto tenhamos que “preferir em honra uns aos outros” – Rm 12.10), mas no sentido da severa autodisciplina do treinamento (1Co 9.24-27), no sentido de que devemos nos desembaraçar de todo peso morto (Hb 12.1-2) e, especialmente nesta passagem, no sentido de que devemos observar as regras.
O contexto mostra que competir “de acordo com as regras” tem uma aplicação mais vasta do que à que se refere à nossa conduta moral. Paulo está descrevendo o serviço cristão, não somente a vida cristã. Parece estar dizendo que os prêmios pelo serviço dependem da fidelidade. O mestre cristão deve ensinar a verdade, construindo com materiais sólidos sobre o fundamento que é Cristo, se quer que a sua obra permaneça e não seja consumida pelo fogo (cf. 1Co 3.10-15).

O Lavrador diligente (2Tm 2.6).
Tendo o atleta de competir com honestidade, o lavrador, por sua vez, tem de trabalhar arduamente. O sucesso na lavoura só é conseguido com muito trabalho. Isso é verdade particularmente em países em desenvolvimento, antes de se ter as técnicas da mecanização moderna. Em tais circunstâncias, o sucesso da exploração agrícola depende tanto do suor como da habilidade.
O Rev. Moule escreve sobre a “extenuante e prosaica labuta” do agricultor. Ao contrário do soldado e do atleta, a vida do agricultor é “totalmente desprovida de emoção, distante de toda fascinação decorrente do perigo e do aplauso”. Contudo, a primeira parte da colheita pertence ao lavrador que trabalha. É seu direito. A boa produção deve-se mais a seu esforço e perseverança do que a qualquer outro fator. É por isso mesmo que o preguiçoso jamais será um bom agricultor, como ressalta o livro de Provérbios.
A que espécie de colheita se refere o apóstolo? Duas interpretações apresentam maiores evidências bíblicas. Primeira, a santidade como colheita. Verdadeiramente, a santidade é “fruto (ou colheita) do Espírito”, sendo que o próprio Espírito é o principal agricultor, que produz uma boa safra de qualidades cristãs na vida do cristão.
A segunda interpretação é que a conquista de conversões é também uma colheita. “A seara na verdade é grande”, disse Jesus referindo-se aos muitos que esperam por ouvir e receber o evangelho (Mt 9.37; cf. Jo 4.35; Rm 1.13). Nesta seara é claro que “é Deus quem dá o crescimento” (1Co 3.6,7), mas ainda assim não temos a liberdade de ficar à toa. Não só isso, mas tanto a semeadura da boa semente da Palavra de Deus como a colheita são trabalhos duros, especialmente quando há poucos trabalhadores.
A bênção de Deus foi abundante no ministério do apóstolo Paulo. Não há dúvida que a este respeito muitas explicações poderiam ser dadas. Mas até que ponto consideramos essa bênção decorrente do zelo e do interesse, da quase obsessiva devoção com que Paulo se entregava ao trabalho?
Ele se dava ao trabalho s
em pensar no que isso lhe custava; lutava sem dar atenção às feridas; trabalhava sem procurar descansar; servia sem procurar pela recompensa, a não ser o gozo de fazer a vontade do seu Senhor.
E Deus fazia prosperar os seus esforços. Mais uma vez, “o lavrador que trabalha deve ser o primeiro a participar dos frutos”.
Rev. Josivaldo Pereira
Adaptado por Marcelo de Oliveira

A família como símbolo da Trindade

Cada pessoa humana carrega em todo o seu ser e em seu agir os traços das três Pessoas divinas. Toda pessoa humana nasce de uma família. Já aqui se mostram sinais da presença do Deus triuno. Deus é comunhão e comunidade de Pessoas. Ora, a família se constrói sobre a comunhão e sobre o amor. Ela é a primeira expressão da comunidade humana.

Em cada família completa e normal temos a ver com três elementos: o pai, a mãe e a criança. Há diversidade de pessoas. O pai, em nossa cultura, é a expressão do amor objetivado no trabalho, na construção do lar e na segurança. A mãe é, em nossa percepção, o amor gerador e protetor da vida, a intimidade da casa e o aconchego. Pai e mãe se entrelaçam no amor, no mútuo reconhecimento e admiração, na mesma tarefa de levar avante a família.

Eles convivem sob o mesmo teto, compartilham das mesmas preocupações e comungam das mesmas alegrias. A expressão da comunhão e do reconhecimento mútuo é a criança que nasce. Ela une os dois. Faz que o marido e a mulher se transformem em pai e mãe. Ambos saem de si e se concentram numa realidade para além deles e que é fruto do relacionamento amoroso entre eles: a criança.

Na família temos uma imagem, das mais ricas, da Santíssima Trindade. Primeiramente existem os três elementos: pai-mãe-criança. Em seguida há a distinção das pessoas. Uma não é a outra. Cada qual tem a sua autonomia e sua tarefa própria. Entretanto, estão relacionados por laços vitais e fortes, como o amor. Há uma só comunhão de vida. Por isso, permanecendo os três, formam uma só família.

A unidade da família é semelhante àquela da Santíssima Trindade. A unidade é expressão do amor, da saída de cada Pessoa na direção da outra, da comunhão da mesma vida. Há o reconhecimento entre pai e mãe, como, de forma semelhante, existe entre o Pai e o Filho. A criança une pai e mãe. De forma análoga, o Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, une o Pai e o Filho. Por isso se diz que o Espírito Santo é amor unitivo. Ele é a Pessoa divina que une as Pessoas eternas e as pessoas humanas.

Para que o seja o sacramento da Trindade, a família humana precisa buscar sua perfeição. Historicamente a família vem marcada também pelo pecado e pela desunião. Mas sempre que a família procura se orientar pela busca da integração e pela vivência conseqüente do amor, ela se faz um sinal do Deus triuno dentro da história.

Quem lê entenda!

Nele, onde está a comunhão dos três, não a solidão do Um

Pr Marcelo Oliveira

Bibliografia:Bowman, JR. Robert M. Por que devo crer na Trindade.
Boff, Leonardo. A Santíssima Trindade. Ed. Vozes
Soares, Esequias. Respostas Bíblicas as Testemunhas de Jeová.