Pr Walter Brunelli lançará Teologia Sistemática Pentecostal

SHALOM! É com grande alegria que comunico os nobres leitores deste blog, que meu amigo Pr. Walter Brunelli,  lançará uma Teologia para Pentecostais, (Uma Teologia Sistemática e Expandida).  Uma obra que vem Leia Mais »

Pérolas da carta de Paulo à Filemon

A carta de Paulo a Filemon é a mais breve entre as cartas que formam a coletânea paulina e consiste apenas em 335 palavras no grego original. É pequeno no tamanho e Leia Mais »

Onesíforo, um bálsamo na vida de Paulo

Paulo havia exortado Timóteo a guardar o evangelho, pois diante da perseguição, muitos cristãos abandonariam o evangelho. Ao longo de 2º Timóteo, Paulo encoraja Timóteo a não se envergonhar do evangelho nesse Leia Mais »

Uma curiosidade inédita sobre Jonas

Para compreendermos o significado dos acontecimentos do livro de Jonas capítulo 3 é necessário saber que os ninivitas adoravam o deus-peixe, Dagom, parte humano e parte peixe. Eles acreditavam que ele tinha Leia Mais »

Afinal, quem é o cavaleiro branco de Apocalipse 6?

A adoração descrita em Apocalipse 4 e 5 é um preparativo para a ira descrita em Apocalipse 6 a 19. Pode parecer estranho adoração e julgamento andarem juntos, mas isso se deve Leia Mais »

Atenção: Meu Novo Livro já está disponível!

Shalom!

Comunico a todos nobres leitores deste blog, que meu novo livro: Ele morreu para que nós vivêssemos – já está disponível para o envio!

Você que ama a mensagem da cruz, e quer entender quais os propósitos que levaram a Jesus a morrer na cruz em nosso lugar, não pode deixar de adquirir este precioso livro.

Além disso, este livro é uma ótima ferramenta para evangelização!

Preço especial do lançamento:

1 exemplar por R$ 21,00

3 exemplares por apenas R$ 50,00

P.s>>> Lembrando que já está incluso o frete dos correios.

Anuncie na sua igreja, para os pastores, líderes e os amados irmãos.

Maiores informações basta escrever para o meu e-mail:

“A pessoa que não lê, mal fala, mal ouve, mal vê” Malba Tahan

Hoje completo mais 1 ano de vida!

Shalom!

Hoje, dia 21/04/2010 completo mais um ano de vida. Quero agradecer ao Eterno por ter cuidado de mim, me sustentando e me chamando quando criança para o maior e mais sublime ministério que alguém possa receber: O sagrado ministério da Palavra, que infelizmente, em alguns lugares tem sido banalizado.
Agradeço a todos os amigos, irmãos, pastores, leitores deste blog e toda a minha família, em especial meu avô – José Antonio de Oliveira (in memoriam) que desde a tenra idade me ensinou, a amar a Deus, a igreja e EBD. Meu vovô era um homem simples, mas que deixou um legado extraordinário de caráter e outros predicados que até hoje norteiam minha vida.
Peço oração à todos os irmãos que visitam este singelo espaço, para que eu continue, apesar de muitas lutas e tribulações (que tenho passado) a pregar a mensagem do evangelho com toda ousadia e fidelidade às Escrituras.
Salmos 90.12
“Ensina-nos a contar nossos dias de tal maneira que alcançemos um coração sábio”
Um abraço!
Pr. Marcello de Oliveira

Amanhã, estarei na Rádio Musical 105,7 FM

Shalom!

Quero convidar a todos os irmãos a ouvirem a Rádio Musical – 105,7 FM. Se o Eterno permitir estarei no programa: Exaltando a Palavra com meus amigos Pr. Arthur Bittencourt, Pr. Hermes, e Profº Lucian Benigno.

O programa tem inicio às 11h00 e termina às 12h55. Divulgue para seus amigos e irmãos!

Não deixe de ouvir e ser abençoado com este programa. Você pode participar ao vivo, fazendo sua pergunta.

Sintonize: Rádio Musical – 105,7 FM – São Paulo.

Nele, A Palavra Eterna

Pr. Marcelo

O individuo que foi a Jesus e saiu pior do que chegou

Muitas pessoas foram ao encontro de Jesus. Muitas foram transformadas, curadas, libertas e abençoadas. Mas, será que é possível uma pessoa ir até Jesus e sair pior do que chegou?A resposta é sim. O jovem rico (Mt 19.16) tinha tudo para ser feliz, mas tornou-se, o único indivíduo que encontramos no evangelho, que saiu pior do que chegou. Mesmo sendo amado por Jesus, desperdiçou a maior oportunidade de sua vida. A despeito de ter vindo à pessoa certa, ter abordado o tema certo e recebido a resposta certa, ele tomou a decisão errada. Amou mais o dinheiro que a Deus; amou mais os prazeres transitórios do pecado do que a salvação da sua alma.

Ele desprezou todas qualidades que possuía:

1) Ele era jovem (Mt 19.20)

Esse jovem estava no alvorecer da vida. Tinha toda a vida pela frente e toda a oportunidade de investir seu futuro no reino de Deus. Tinha saúde, forças e sonhos. Os jovens têm entusiasmo, projetos e grandes oportunidades pela frente. Ele poderia aproveitar esta bela fase da vida para agradar a Deus, servir ao Eterno e ser uma benção para sua família e a sociedade em que convivia.

Quantos jovens estão destruindo suas vidas neste exato momento? Há milhões destes espalhados pelo mundo, que estão nas drogas, na prostituição, sem vida, sem esperança, sem salvação eterna! Não podemos em hipótese nenhuma desprezar o que o sábio Salomão disse em Eclesiastes 12.1.

2) Ele era riquíssimo (Lc 18.23)

Esse jovem possuía tudo o que este mundo podia lhe oferecer: casa, bens, conforto, luxo, banquetes, festas e dinheiro. Ele era dono de muitas propriedades. Nos dias hodiernos, as moças diriam, que ele seria um ótimo “partido” para um casamento. Afinal, quem não gostaria de ter conforto, bens e dinheiro?

Muitas pessoas trabalham arduamente a vida toda e não conseguem sequer comprarem uma casa própria. Esse jovem, no alvorecer da vida, já era riquíssimo. Deus o havia favorecido e derramado sobre ele privilégios sem conta.

 
3) Ele era sedento espiritualmente (Mc 10.20; Mt 19.20)

Depois de dizer a Jesus que era um observador da lei, perguntou: “…que me falta ainda?”. Note que seu coração não estava satisfeito com coisas. Ele queria algo mais. Tinha sede das “coisas” eternas. Seu dinheiro, sua reputação e sua liderança não preencheram o vazio da sua alma.
Na verdade, tem pessoas que são tão pobres, que a única coisa que elas têm é dinheiro. Ser rico não basta; ser honesto não basta; ser religioso não basta. Nossa alma tem sede de Deus.

Já dizia o ilustre Agostinho: “Senhor, tu nos fizeste para ti mesmo, e inquieto está o nosso coração, enquanto não descansar em ti”

4) Ele era sedento da salvação (Mc 10.17)

Sua pergunta a Jesus foi enfática: “… Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” Ele estava ansioso por algo mais que não havia encontrado no dinheiro. Sabia que não possuía a vida eterna, a despeito de viver uma vida aparentemente correta aos olhos dos homens.

Ele queria mais do que as riquezas da terra; desejava os tesouros do céu. Ele tinha sede de ser salvo. E você prezado leitor [a], possui a vida eterna? Você quer uma mudança em sua vida? Você deseja preencher o vazio existencial da sua vida? Vá até Jesus, somente Ele pode te salvar e dar um verdadeiro sentido à sua vida.

5) Ele foi à pessoa certa, da maneira certa (Mc 10.17)

Ele foi a Jesus, o único que pode salvar. Este jovem não buscou atalhos, mas o único caminho que podia levá-lo a Deus. Foi a Jesus com pressa. Correu ao encontro de Jesus. Tinha urgência para salvar a sua alma. Foi a Jesus de forma reverente. Ajoelhou-se diante do Deus Eterno. Humilhou-se e demonstrou ter um coração quebrantado. Ele foi amado por Jesus (Mc 10.21). Jesus viu seu conflito, seu vazio, sua necessidade e o amou.

No entanto, a despeito de tudo isso, o jovem rico demonstrou que estava enganado sobre a salvação. Pensou que era uma questão de mérito. Estava enganado a respeito de si mesmo. Julga-se um observador da lei de Deus e não um transgressor dela. Pensou que, observando determinados preceitos externos, estaria quite com a lei de Deus.

Todavia, aquele que sonda e conhece os corações, viu, porém, não apenas seus atos, mas o seu coração. Aquele jovem não apenas possuía dinheiro, era possuído por ele. O dinheiro era seu deus. Jamais poderia servir a Deus e às riquezas (Mamom). Ele deu mais valor à riqueza que se ajunta na terra do que os tesouros infinitos do céu. Ele rejeitou a salvação por amor ao dinheiro. Ele saiu triste da presença de Jesus, porque amou mais a terra do que o céu, mais o dinheiro do que a vida eterna, mas a si mesmo do que a Jesus!

Oração: Deus Eterno, não permita que as futilidades da vida, meus predicados morais, venham a impedir de ter um encontro verdadeiro contigo. Que eu não venha a desprezar tão grande salvação, por coisas terrenas, efêmeras e transitórias. Em nome de Jesus, o único Senhor e Salvador. Amém!

Rev. Hernandes D. Lopes

Adaptado por: Marcelo Oliveira

A mais longa saudação de Paulo

Cumprimentai Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais arriscaram a própria vida por mim… (Rm 16.3,4)

O apóstolo Paulo, na conclusão da sua carta aos Romanos, faz a mais longa saudação de todas as suas cartas (Rm 16.3-16). Nessa conclusão, ele cita várias pessoas e algumas famílias que estavam a serviço de Deus. Essas pessoas e essas famílias servem de exemplo para nós ainda hoje. Voltemos ao passado e aprendamos com esses irmãos e irmãs que nos precederam.

1. Casas abertas para acolher (Rm 16.3-5,14,15).

Priscila e Áquila foram cooperadores do apóstolo Paulo. A casa deles era um local de reunião, onde a igreja de Deus congregava. Tanto em Corinto quanto em Roma, a casa de Prisca e Áquila eram um santuário, onde a igreja de Deus se reunia. Eles eram hospitaleiros e acolhedores. A hospitalidade é uma das características da vida cristã (Hb 13.2).

A casa de Priscila e Áquila era um porto seguro para as pessoas buscarem refúgio em Deus. Esse casal, com esta atitude nobre em abrir seu lar para hospedar a igreja de Deus, arriscaram sua própria vida, pois aquele era um tempo de intensa perseguição. A palavra grega ????????upethekan – significa colocar-se sob o machado do executor, sob a lâmina do carrasco e arriscar a vida em prol de outras pessoas. Esse fato possivelmente aconteceu em Éfeso, onde Paulo enfrentou lutas maiores que suas forças a ponto de desesperar-se de sua própria vida (2Co 1.8).

Amamos citar Jo 3.16, o texto áureo da Bíblia, mas e 1 Jo 3.16 (leia este versículo), quantos tem coragem de além de citá-lo (que é fácil) vivê-lo na íntegra? Na vida deste casal, este versículo era uma verdade irrefutável! E na sua vida prezado leitor [a] o texto de 1Jo 3.16 é uma verdade, ou uma mentira?

Ainda nos versículos 14 e 15, o apóstolo cita mais duas famílias, onde grupos de igrejas se reuniam para adorar a Deus e proclamar sua bendita Palavra. Ainda hoje precisamos de famílias que abram as portas da sua casa para que o evangelho de Cristo seja também proclamado. O lar é um dos principais instrumentos na evangelização do mundo.

2. Corações abertos para consolar (Rm 16.13)

O apóstolo Paulo faz referência à mãe de Rufo como uma mulher que cuidou dele como se fosse sua mãe. Essa mulher que recebe elogio tão auspicioso nem tem seu nome citado na terra, mas era conhecida no céu. Há grandes nomes no reino de Deus que permanecerão incógnitos na terra e anônimos na história. É algo maravilhoso investir na vida dos filhos de Deus, ser bálsamo para os que sofrem e âncora para os que enfrentam as tempestades da vida.

A mãe de Rufo foi uma mãe para o apóstolo Paulo. Esse bandeirante do cristianismo encontrou nessa mulher um apoio, um encorajamento, que só uma mãe era capaz de lhe dar. Temos sido encorajadores das pessoas? Temos sido bálsamo de Deus para curar as feridas dos aflitos e quebrados?

Temos o grande desafio de sermos abençoadores. Devemos não somente abrir nossas casas, mas também o nosso coração para encorajarmos as pessoas. Nossa língua deve ser medicina que leva cura; nossas palavras precisam ser mel que alimenta; nossos atos devem ser gestos altruístas que abençoam.

3. Mãos abertas para trabalhar (Rm 16.3,6,9,12).

O apóstolo cita várias pessoas que foram seus cooperadores no trabalho de Deus, gente que pôs a mão no arado, que com excelência fizeram a obra de Deus. Hoje estamos cheios de engenheiros de obras prontas, como Tobias e Sambalate no livro de Neemias. Pessoas que não fazem nada, somente criticam e promovem confusão no meio da igreja.

Paulo cita vários irmãos que cooperavam na obra do Senhor. Priscila e Áquila foram seus cooperadores (Rm 16.3). Maria é citada como uma irmã que muito trabalhou pela igreja de Roma (Rm 16.6). Urbano era cooperador de Paulo em Cristo (Rm 16.9). Trifena e Trifosa trabalharam no Senhor, e Pérside muito trabalhou no Senhor (Rm 16.12).

A igreja de Deus deve ser uma equipe de trabalhadores. Deus nos concede a salvação, mas no chama ao trabalho. Temos o privilégio de sermos cooperadores de Deus no estabelecimento do seu reino. Onde estão os trabalhadores do reino? Gente que anonimamente faz uma obra muito maior do que aqueles que estão em evidência. Gente que ama a Jesus, e sua obra. Gente que não está atrás de promoção, de luzes sob a ribalta. Gente, que se comprometeu com o reino de Deus e não com o reino dos homens.

Nele, Pr Marcelo Oliveira

Bibliografia:

Rienecker, Fritz e Rogers, Cleon. Chave linguistica NT. Ed. Vida Nova

Lopes, Hernandes Dias. Mensagens selecionadas. Ed. Hagnos
Wiersbe, Warren. Comentário Expositivo. Geográfica Editora.

Amanhã, estarei na Rádio Musical 105,7 FM !

Shalom!

Quero convidar a todos os irmãos a ouvirem a Rádio Musical – 105,7 FM. Se o Eterno permitir estarei no programa: Exaltando a Palavra – com meus amigos Pr. Arthur Bittencourt, Pr. Hermes, e Profº Lucian Benigno.

O programa tem inicio às 11h00 e termina às 12h55.

Não deixe de ouvir e ser abençoado com este programa. Você pode participar ao vivo, fazendo sua pergunta.

Sintonize: Rádio Musical – 105,7 FM – São Paulo.

Nele, que ressuscitou dentre os mortos

Pr. Marcelo

Um Câncer chamado Teologia da Prosperidade – Leia e reflita!

1. Este CÂNCER denominado “Teologia da prosperidade” tem corroído muitas mentes e infartado muitos corações com o seu engano e suas falaciosas promessas. Onde está a exposição da Palavra? Alguém já disse: “Onde a BÍBLIA não tem VOZ não devemos ter OUVIDOS”

2 . As pessoas estão com fome. Mas não fome de Deus. Estão com sede. Mas não sede de conhecer ao Eterno e andar nos seus caminhos. Estão com sede de bens e riquezas materiais! Estão buscando saúde e prosperidade, e não santidade. Do ponto de vista interno, o evangelho tem sido diluído numa filosofia de vida egoísta, consumista e interesseira. É a geração que busca mais sinais e menos cruz; mais a teologia da prosperidade do que a prosperidade da teologia; mais divertimento, menos compromisso; mais bençãos e menos o ABENÇOADOR.

3. Muitos pregadores não falam mais da CRUZ DE CRISTO. Falam de vitórias, autoajuda, mas o que precisamos é da ajuda do alto! Já dizia o Dr. John Stott: “A cruz é a pedra de tropeço para o orgulho humano”. Não falam porque não amam a CRUZ. Não morreram ainda para este mundo!

4. Em muitas igrejas o homem é o centro. Deus é apenas um mero visitante. Estamos como a igreja de Laodicéia: Rico sou, temos tudo! Pura mentira. Falsa ideologia. Por que? Porque o Eterno estava do lado de FORA da IGREJA! Que terrível! Muitas igrejas com essa sindrome de prosperidade se assemelham a esta igreja [Laodicéia], dizendo: Somos ricos, somos famosos, temos carros importados, jatinhos, mansões. Mas estas colocaram JESUS para o lado de FORA! Óh my God! Quanta cegueira. Quanta carnalidade. Quanta pecaminosidade! Estas igrejas irão escutar aquele que é o Amém, a testemunha fiel e verdadeira dizer:

“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!” “Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de VOMITAR-TE da minha boca;

“pois dizes: Estou RICO e abastado e não preciso de COISA alguma, e nem sabes que tu és INFELIZ, sim, MISERÁVEL, POBRE, CEGO e NÚ. Ap 3.15-17

Estas são palavras de JESUS. Será que ELE tem autoridade para falar? COM CERTEZA SIM! Ele conquistou na cruz. Aleluia!

E agora o que faremos: “Diremos como muitos, duro é este discurso, ou nos lançaremos a seus pés [em arrependimento], para ELE nos tomar em seus braços?

Nele, que nos ama a ponto de nos livrar dos enganos, e da perdição eterna

Concluo este singelo texto com uma pérola:

“Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada” (E. Burke)

Com temor e tremor, Pr Marcelo

Teria Deus rejeitado Israel?

Israel é a única nação do mundo que possui uma história completa – passado, presente e futuro. Romanos 9 enfatiza a eleição passada de Israel; Romanos 10, a rejeição presente e Romanos 11, que trataremos neste ensaio, a restauração futura de Israel.

Paulo usará todo este capítulo de Romanos 11 para apresentar provas de que Deus não desistiu de Israel. A fim de provar que os judeus têm um futuro dentro dos propósitos eternos de Deus, o apóstolo mostra 4 argumentos, como veremos a seguir:

1. O próprio Paulo (Rm 11.1)

“Terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum! Porque eu também sou israelita”. Se Deus desprezou seu povo, como explicar a conversão do apóstolo Paulo? O fato de sua conversão ser apresentada três vezes no Livro dos Atos é bastante significativo (At 9,22,26). A verdade é que essas passagens foram escritas para mostrar a conversão de Paulo como uma ilustração da futura conversão de Israel como nação.

Os relatos da conversão de Paulo têm pouca coisa em comum com a experiência de salvação de hoje. Por certo, nenhum de nós viu Cristo em glória, nem literalmente, o ouviu falar do céu. Não fomos cegados pela luz do céu nem atirados por terra. Agora, você deve estar se perguntando: De que maneira, a conversão de Paulo é um argumento que Deus não desistiu de Israel? Ela é um retrato de como a nação de Israel será salva quando Jesus Cristo, o Messias prometido voltar para estabelecer seu reino na terra. Os detalhes da restauração de Israel são apresentados no livro do profeta Zacarias 12.10 – 13.1. A nação verá Cristo voltar (Zc 14.4; Ap 1.7).

2. O profeta Elias

Israel é a nação eleita de Deus; o Senhor a “conheceu de antemão”, ou seja, a escolheu para si. A rejeição de Cristo por grande parte de Israel não prova que Deus rejeitou seu povo. Em sua época, Elias pensou que a nação havia se afastado inteiramente de Deus (ver I Rs 19). No entanto, o profeta descobriu que ainda havia um remanescente fiel. Pensou que era o único servo fiel de Deus que ainda restava, mas descobriu que havia mais sete mil.

Paulo referiu-se a esse “remanescente” em Romanos 9.27, uma citação de Isaías 10.22,23. Em momento algum, a nação inteira foi fiel ao Senhor. Deus faz uma distinção entre os filhos naturais de Abraão e seus filhos espirituais (Rm 2.25-29). A participação dos judeus na aliança por meio da circuncisão não lhes garantia a salvação. Como Abraão, deveriam crer em Deus, a fim de receber sua justiça (Rm 4.1-5). Convém observar que esse remanescente é salvo pela graça, não pelas obras (Rm 11.5,6). A maior preocupação de Israel sempre foi tentar agradar a Deus com boas obras (Rm 9.30 – 10.4).

Surge a pergunta: Se um remanescente havia sido salvo, provando, desse modo, que Deus não desistira do seu povo, o que havia acontecido com o restante de Israel? Foi o endurecimento do coração (Rm 11.7). Esse endurecimento foi decorrente de sua resistência à verdade, da mesma forma que o coração de Faraó foi endurecido porque ele resistiu à verdade. Para corroborar o que o apóstolo está dizendo, ele cita Isaías 29.10 e também se refere a Deuteronômio 29.4.

Destacamos também a expressão “torne-lhes a mesa em laço e armadilha” (Rm 11.9) – que significa que suas bênçãos se transformarão em fardos e em julgamentos. Foi o que aconteceu a Israel: suas bênçãos espirituais deveriam tê-los conduzidos a Cristo; em vez disso, se tornaram em uma armadilha e os impediram de chegar a Cristo. As próprias práticas e observâncias religiosas tornaram-se substitutos para uma experiência real de salvação.

Paulo deixa claro que o endurecimento de Israel não é total nem definitivo, o que prova que Deus tem um futuro para sua nação. “Veio o endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios” (Rm 11.25).

3. Os gentios (Rm 11.11-15)

Em Romanos 2.1-3, Paulo usa os gentios para provar que os judeus são culpados, mas aqui usa os gentios para garantir que Israel será restaurado no futuro. Sua lógica nesta passagem é extraordinária. Quando os judeus rejeitaram o evangelho, Deus o enviou aos gentios, e estes creram e foram salvos. Três tragédias ocorrem em Israel: Israel caiu (Rm 11.11), foi abatido (Rm 11.12) e rejeitado (Rm 11.15). Todavia, nenhuma dessas palavras indica um julgamento terminante sobre Israel.

Mas o mais impressionante é que, apesar de Israel ter caído, a salvação foi levada aos gentios. Deus prometeu que os gentios seriam salvos (Rm 9.25,26) e cumpriu sua promessa. Acaso também não cumprirá sua promessa aos judeus?

É importante entender que as promessas do Antigo Testamento aos gentios eram ligadas à “ascensão” de Israel – a entrada em seu reino. Profecias como Isaías 11 e 60 deixam claro que os gentios participarão do reino de Israel. No entanto, Israel não “ascendeu”; em vez disso, caiu! Todavia, os eternos propósitos de Deus não podem ser frustrados. Deus nunca é “pego de surpresa”. Ele é Deus!

Israel tem um futuro. Paulo o chama de “sua plenitude” (Rm 11.12) e de “seu restabelecimento” (Rm 11.15). No momento, Israel encontra-se espiritualmente caído, mas quando Cristo voltar, a nação se erguerá novamente. Deus jamais romperá a aliança com seu povo, e sua promessa de restaurá-lo não falhará (Jr 31.35-37).

4. O próprio Deus (Rm 11.25-36)

O apóstolo guardou seu melhor argumento para o final. Provou que até o caráter e a obra de Deus estavam envolvidos no futuro de Israel. Os homens podem discutir sobre as profecias e diferir em suas interpretações, mas que todos saibam que estão tratando como o povo de Deus, Israel.

A) o tempo de Deus (v. 25) – O que acontece com Israel faz parte do plano de Deus, e Ele sabe o que faz. O endurecimento (Rm 11.7) de Israel como nação não é total nem definitivo: é parcial e temporário. Quando tempo durará? “Até que haja entrado a plenitude dos gentios” (Rm 11.25). Há uma “plenitude” para Israel (Rm 11.12) e para os gentios. Hoje, em sua graça Deus está visitando os gentios e constituindo dentre eles um povo para seu nome (At 15.12-14). É evidente que indivíduos judeus estão sendo salvos, mas esta era presente é, acima de tudo, o tempo em que Deus está chamando os gentios e construindo sua Igreja. Quando esta era chegar ao fim e a plenitude dos gentios tiver encerrado, então Deus voltará a tratar de Israel como nação.

B) A aliança de Deus (vv. 27,28) – Trata-se, evidentemente, de uma continuação da citação de Isaías 59; mas a ênfase agora é sobre a aliança de Deus com Israel. Deus escolheu Israel pela graça, não por qualquer mérito da parte do povo (Dt 7.6-11; 9.1-6). Se a nação não foi escolhida por sua bondade, pode ser rejeitada por seu pecado? “Eleição” significa graça, não mérito. Deus não romperá sua aliança
com Abraão, Isaque e Jacó.

C) A graça de Deus (vv 30-32) – “Vocês gentios foram salvos por causa da incredulidade dos judeus”, diz Paulo. “Agora, que, por meio de sua salvação, Israel venha a conhecer Cristo”. Paulo lembra os gentios salvos repetidamente que eles têm uma obrigação espiritual para com Israel, de lhes “provocar ciúmes” (Rm 10.19; 11.11,14). O endurecimento de Israel é apenas “em parte” (Rm 11.25), o que significa que há salvação para os judeus como indivíduos. “Deus a todos encerrou na desobediência” – tanto judeus como gentios – de modo que todos possam ter a oportunidade de serem salvos pela graça. Deus declarou que tanto judeus como gentios estavam perdidos e condenados. Assim, Ele pode ter misericórdia de todos por causa do sacrifício de Cristo na cruz.

Nele, que tem promessas eternas

Pr. Marcelo Oliveira

Bibliografia:

Stott, John. Romanos. Ed. ABU
Stern, David H. Comentário Judaico do NT
Wiersbe, Warren. Comentário Expositivo. Geográfica Editora

Ressurreição: A morte da morte

* Foto do túmulo de Jesus. Deus permitiu estar lá (em Jerusalém) e tirar esta foto.

A ressurreição de Cristo é maior milagre da história ou é o maior embuste. Jesus saiu do túmulo, ou então, uma mentira tem transformado o mundo. Se Cristo não tivesse ressuscitado, Ele seria o maior embusteiro da História. E.M. Bounds disse:

“A ressurreição de Cristo é a pedra fundamental da arquitetura de Deus, é o coroamento do sistema bíblico, o milagre dos milagres. A ressurreição salva do escárnio a crucificação e imprime à cruz glória indizível”.

Em toda a Bíblia ninguém escreveu tanto sobre a ressurreição do corpo como Paulo, aquele a quem o Senhor Jesus, depois de ressuscitado, apareceu por último. O texto mais profundo, mais encorajador e edificante sobre a ressurreição de Cristo e dos mortos é da lavra de Paulo. Assim como o mais lindo texto sobre o amor é o capítulo 13 de I Coríntios, e o mais lindo sobre a fé é o capítulo 11 de Hebreus, nada supera o que o apóstolo escreveu sobre a ressurreição do corpo no capítulo 15 de I Coríntios.

Paulo termina este capítulo de forma majestosa: “Onde está, a morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?” (I Co 15.55). Por pouco o profeta Oséias não se levanta do tumulo para cobrar seus direitos autorais sobre a frase da vitória (Os 13.14).

Depois de mencionar fatos históricos [a aparição de Jesus a 500 irmãos, depois apareceu ao apóstolo – I Co 15.6,8], o apóstolo mostra que a ressurreição de Cristo está cimentada com a ressurreição dos mortos. Uma vez que é impossível negar a primeira, também será impossível negar a segunda. Ambas são inseparáveis. A primeira credencia que haverá a segunda. Isso é fato.

Agora o apóstolo começa a dissertar essa tese, e provar por argumentos brilhantes, o porque da ressurreição ser um fato incontestável:

1) Se Cristo não ressuscitou, não temos nada para anunciar, nem vocês tem nada para crer” (I Co 15.14) ou “vazia é a nossa pregação, vazia também é a vossa fé”.

2) Se Cristo não ressuscitou, “nós, os apóstolos, somos todos uns mentirosos porque dissemos que Deus levantou Cristo do túmulo e isto logicamente não é verdade se os mortos não voltam novamente à vida” (I Co 15.15)

3) Se Cristo não ressuscitou, “vocês são muitos tolos, se continuam a confiar que Deus os salva, pois ainda estão sob condenação devido aos seus pecados” (I Co 15.17, BV)

4) Se Cristo não ressuscitou, coisa horrível, “os que morreram crendo em Cristo, morreram e estão perdidos por completo” (I Co 15.18)

5) Se Cristo não ressuscitou, nossa esperança em Cristo só vale para esta vida. Neste caso, somos, sem dúvida, os mais miseráveis de todos os homens (I Co 15.19).

Se o fio condutor do pecado e da sua irmã gêmea, a morte, é o Adão do jardim do Éden, o fio condutor da graça e de sua irmã gêmea, a ressurreição dos mortos, é o Jesus do jardim do Getsêmani (I Co 15.21). Como descendentes de Adão e membros de uma raça pecaminosa todos morreremos ou [quase todos], mas como membros do Cristo Ressuscitado todos ressuscitaremos para a vida (I Co 15.22).

O ilustre estudioso das Escrituras, Dr William Barclay diz que a ressurreição nos prova quatro grandes fatos que podem mudar totalmente a perspectiva que o homem tem na vida deste mundo e no mundo vindouro.

1) A ressurreição prova que a verdade é mais forte que a mentira. Jesus é a verdade e os homens quiseram matá-lo exatamente porque Ele falava a verdade (Jo 8.40). Se os inimigos de Cristo tivessem conseguido eliminá-lo, a mentira teria prevalecido sobre a verdade. Porém, Cristo ressuscitou e hasteou para sempre a bandeira da verdade.

2) A ressurreição prova que o bem é mais forte que o mal. Certa feita Jesus dirigiu-se aos seus inimigos, dizendo que o Diabo era o pai deles (Jo 8.44). As forças que crucificaram Jesus pertenciam ao mal, e se não houvesse a ressurreição, o mal teria prevalecido.

3) A ressurreição prova que o amor é mais forte que o ódio. Jesus é o amor de Deus encarnado. Porém, aqueles que o crucificaram estavam tomados de um ódio terrível. Esse ódio chegou ao extremo de chamar Jesus de endemoninhado e afirmar que Ele agia pelo poder do maioral dos demônios. Se a ressurreição não tivesse acontecido, o ódio teria triunfado sobre o amor.

4) A ressurreição prova que a vida é mais forte que a morte. Jesus é a vida. Sua vida não lhe foi tirada, Ele espontaneamente a deu. Se sua vida tivesse sido tirada Dele e se Ele não tivesse ressuscitado, a morte teria a última palavra.

Para concluir este magno assunto que é inesgotável, deixarei alguns textos bíblicos e algumas pérolas de homens de Deus na história:

Disse-lhe JESUS: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá. João 11.25

Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, JESUS Cristo, nosso Senhor. Romanos 1.4

Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte. Filipenses 3.10

“A ressurreição de Cristo foi o grito de liberdade sobre o domínio dos mortos e a vitória que levou a morte em cadeias”
E.M. Bounds.

“A ressurreição é a mais rica jóia do Evangelho”. E.M. Bounds

“Significa a morte da morte, o enterro da morte, o desaparecimento da morte”

No amor de Jesus,

Pr Marcelo Oliveira

Bibliografia:

Revista Ultimato – A morte está morta. Edição Jan/Fev 2007
Lopes, Hernandes Dias. I Coríntios. Ed Hagnos 2008

Bounds, E.M. A glória da ressurreição. Ed Vida

Propósitos do coração – Esdras 7.10

Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor, e para cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (Ed 7.10)
Esdras foi um grande líder de Israel que se dedicou ao ensino da Palavra de Deus depois do cativeiro babilônico. Setenta anos de escravidão haviam passado. Morte, fome, opressão e desespero tomaram conta daqueles que foram arrancados de suas famílias e lançados fora da sua terra. Por intervenção divina, o povo voltou à sua terra. O cativeiro acabou. A liberdade é um fato consumado. Todavia, como o povo deveria viver nesse novo tempo? Quais valores eles deveriam abraçar?

É no meio desta crise que surgiu o grande líder Esdras. Neste capítulo 7, versículo 10, Esdras discorre sobre três propósitos do coração de um verdadeiro líder comprometido com Deus e com o seu povo:

1) Ele dispôs o seu coração para conhecer a Palavra de Deus – Ed 7.10

Esdras era um estudioso das Escrituras. Ele examinava minuciosamente a Palavra de Deus. Ele não gostava de superficialidade, antes amava a profundidade, onde as mais sublimes revelações emanavam do trono de Deus. O texto é claro, quando diz que Esdras tinha disposto o seu coração para conhecer a Palavra. Oh como precisamos de líderes que conheçam a Palavra de Deus e o Deus da Palavra.

Vivemos um tempo de grande apostasia, de surgimentos de várias heresias, que infelizmente, tem encontrado guarida no coração de muitos crentes. A cada dia, estamos vendo o povo correndo atrás de uma experiência nova, de um novo modismo, uma nova revelação. Muitas igrejas já abandonaram o estudo sistemático das Escrituras, sendo guiadas por sonhos, visões e revelações. Estamos vendo o surgimento de uma geração analfabeta de Bíblia. Quando falta o ensino fiel das Escrituras, o povo cai no erro, desviando-se das verdades da eterna Palavra de Deus.

2) Ele dispôs o seu coração para viver a Palavra de Deus – Ed 7.10

Esdras não era apenas um estudioso da Bíblia. Há inúmeros deles em nosso meio. Ele não era um teólogo de gabinete, que estava engessado em sua teologia. Ele vivia o que pregava. Sua vida era coerente. Ele não era um teórico. Sua vida era um exemplo e um paradigma para seus ouvintes.

O que vemos hoje, são teólogos que não tem paixão. Tem luz na mente, mas não tem fogo no coração. Tem fome de livros, mas não possuem fome por Deus. São cultos, mas são vazios. Discorrem com diáfana clareza em suas teologias, mas estão secos e duros como um poste. São profissionais da religião!Há um abismo entre o que as pessoas falam e o que fazem. Há um hiato entre o que os líderes pregam e o que vivem. Há um divórcio entre a profissão de fé e a prática. Muitos são ortodoxos, mas não são ortopráticos. Não basta conhecer, é preciso viver.

3) Ele dispôs o seu coração para ensinar a Palavra de Deus – Ed 7.10

Perceba que Esdras segue uma linha de coerência. Primeiro, ele estuda a Palavra. Você não tem autoridade para ensinar aquilo que você não aprendeu e estudou. Depois, ele aplica essa Palavra à própria vida. Então, ele está apto para ensiná-la aos outros. Será que estamos seguindo estes passos?

Esdras não retém a verdade de Deus apenas para si. Ele não sonega ao povo as insondáveis riquezas da Palavra. Ele não é como o Mar Morto, que somente recebe, recebe, mas nunca dá! O coração deste homem, está transbordando a Palavra de Deus. Esdras dispôs o seu coração para ensinar a Palavra de Deus ao povo. É exatamente isso que precisamos: líderes que amem as Escrituras, amem o povo de Deus e busquem ensinar com profundidade e fidelidade todo o conselho de Deus.

No capítulo 8 de Neemias, encontramos um grande exemplo de uma pregação expositiva na Bíblia. Esdras leu, interpretou e explicou a Palavra de Deus, e o povo acolheu a verdade com avidez, e foram profundamente impactado.

Oh Eterno, levante neste país verdadeiros líderes, compromissados em pregar todo o conselho de Deus. Chega de tanta mentira em nossos púlpitos. Chega de tanta exploração. Chega de tantas mensagens de autoajuda. Queremos ouvir a tua voz!

“A exposição de tuas palavras dá luz; e entendimento aos simples” Sl 119.130

Nele, que tem homens segundo o seu coração

Pr Marcelo de Oliveira

 Bibliografia: Lopes, Hernandes Dias. Mensagens Selecionadas.

 Wiersbe, Warren. Comentário Expositivo. Geográfica Ed.